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Panorâmica de Maragogipe
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sexta-feira, 11 de novembro de 2022

DR. HILDÉRICO PINHEIRO DE OLIVEIRA

 

 

 

Hildérico  Pinheiro de Oliveira nasceu a 12 de junho de 1921 na localidade de  Água Comprida, hoje município de Simões  Filho, região metropolitana de Salvador. Filho de Pedro Pinheiro de Oliveira e de Egídia  Figueiredo de Oliveira. Pouco depois de nascido Hildérico  foi trazido pelos pais  para Salvador porque estava muito doente  e sobreviveu por pouco. Nessa ocasião foi batizado às pressas na Igreja de Santana. Já tinha o padrinho escolhido mas não tinha madrinha e o padre  então determinou pedir  para ele a proteção  de Senhora  Sant' Ana que fivou sendo sua madrinha. Sua mãe  faleceu quando  ele estava com 2 anos de idade . A partir daí  o pai o levava para onde ia e acabou ficando algumas vezes na cidade  com a família do padrinho  Joaquim Leal. Algum tempo depois, seu pai Pedro  casou-se com Etelvina Leal, irmã de  Joaquim  que, junto com a mãe, dona Maria dos Anjos o criaram como filho. Hildérico  fez o curso primário no Instituto Baiano de Ensino, dirigido pelo  professor Hugo Balthazar da Silveira e que funcionava onde hoje está situado o Jardim Baiano  no bairro de Nazaré. Nesse colégio  Hildérico  tornou-se  amigo de Hamilton Nolasco que foi como um irmão  para ele por toda a vida.  Hildérico  completou seus estudos no Colégio Estadual da Bahia e logo depois em 1940 entrou para a Escola Politécnica  onde se formou   Engenheiro Civil. Nessa época  conheceu Juvenil  Moraes Santos, maragogipana que também  estudou  algum tempo no Colégio  Estadual  da Bahia,  hoje Colégio  Central, e que era prima de um grande amigo  dele e começaram  a namorar vindo a se casar  em 30 de dezembro de 1947. Ainda  na década  de 1940  Hilderico  já ensinava matemática no Colégio Estadual da Bahia  e foi convidado para trabalhar no serviço de Construção de  Escolas  da Secretaria de Educação e  Saúde  cujo secretário era Anisio Teixeira, com quem trabalhou por muito tempo em órgãos  diversos.

Hilderico  com essa experiência  adquirida  ao trabalhar com Anísio Teixeira  interessou-se muito por questões  ligadas à educação  e até  o fim da sua vida além de  trabalhar com planejamento de construção  de prédios escolares  ,preocupou-se  sempre com  a forma como a educação  pública se dava ,com a formação  de professores e com o alcance que a educação  pública  precisa ter. Foi professor do ensino medio por concurso, ensinando matemática no Colégio Estadual da Bahia, mais tarde também professor universitário, alcançando o grau de catedrático na cadeira de Construções Civis e Arquitetura na Escola Politécnica  da UFBA em 1961. Em 1969 fez um estágio de estudo e observação  sobre Processos de Construção Industrializada no Laboratório Nacional de Engenharia Civil em Lisboa, Portugal. E em 1995 recebeu o título de Professor Emérito  da Universidade Federal da Bahia. Seu trabalho, tanto como engenheiro, como educador  podem ser vistos nos anexos.

Em sua vida familiar  Hilderico  sempre foi  carinhoso, cuidadoso, em geral bem humorado apesar de severo nos seus princípios e valores, que soube muito bem transmitir a seus filhos, Paulo Cezar e Maria Clara  e mais tarde aos quatro netos Alexandre, Felipe, Cláudio e Ronaldo

Como era casado com uma maragogipana, sempre se interessou pela vida na cidade de Maragogipe, onde ia sempre  visitar os sogros e parentes. Mais tarde a política do município também lhe dizia respeito uma vez que seu cunhado Bartolomeu Teixeira ali foi prefeito. E a educação no município também foi uma preocupação dele.

Entre 1967 e 1971 Hildérico  foi diretor  na Bahia do Plano Nacional de Educação  que  era responsável pela construção  de escolas em todo o estados, ocasião essa em que  se construiu  essa escola em Maragogipe. Hildérico  sempre foi um entusiasta  das ideias de Anisio Teixeira  principalmente  a ideia da Escola Parque  que visa proporcionar  uma educação  integral e que ajuda a preparar a criança  para  uma vida adulta onde ela pode ver as possibilidades  e as potencialidades  do seu futuro. E ele trabalhou no projeto da única Escola Parque que foi construída na Bahia.  A vida de Hildérico foi em grande  parte dedicada à  educação, tanto quando  ligada à  construção  de escolas quanto  com a elaboração  de ideias  obra melhor viabilizar  a educação  pública. Já no hospital, depois de uma cirurgia, cujo mau resultado resultou em sua morte, ele trabalhou num projeto  de reeditar um livro de Anisio Teixeira e o deixou  pronto para  isso. Esse projeto foi realizado com o auxílio e a dedicação de um amigo querido  o Prof José  Nilton, proprietário e diretor do Colégio  Apoio  que através  da gráfica do Colégio  publicou o livro Ensino no Estado da Bahia -Anísio Espínola Teixeira. Esse foi o último trabalho de Hildérico o que demonstra seu amor pela educação. Ele  faleceu no dia 5 de setembro de 2000.


Agradecermos à família do sdaudoso Dr. Hildérico Pinheiro pelo texto  acima.

sábado, 5 de novembro de 2022

BIOGRAFIA DE JUAREZ BARTOLOMEU GUERREIRO



Não houve na história de Maragogipe – e certamente não há ainda – político mais importante do que Juarez Guerreiro. Símbolo de uma época, cujo prestígio pessoal influenciava no resultado de eleições, atraia a Maragogipe candidatos a governador, deputado federal e deputado estadual, que lhe beijavam a mão.


Por causa da sua influência política, Maragogipe recebeu a visita de Régis Pacheco, medico de Vitória Conquista, eleito para o governo do estado em 1951 e de Antônio Balbino, sucessor de Regis no governo da Bahia em 1955. Balbino foi também deputado federal, senador e ministro de dois governos: Getúlio Vargas e João Goulart.


Ao chegar a Maragogipe, Antônio Balbino era recebido na “ponte do navio” pela Filarmônica Terpsícore Popular e hospedava-se na casa de Juarez, no Caminho do Caijá (ou Cajá?), a qual atraia tanta gente que mais parecia igreja em dias de festas de São Bartolomeu (Caijá ou Cajá suscitaram uma boa discussão pelos jornais nos anos 60, mas quem venceu foi Bartolomeu Americano, a qual pretendo lembrar em breve).


Juarez era do PSD, legenda também de Regis Pacheco, Antônio Balbino e Waldir Pires, que viriam a integrar na Bahia o MDB, mas se vivesse até o final dos anos 60, quando os militares já se encontravam à frente do governo da República, dificilmente integraria o Movimento Democrático Brasileiro. Porque esse maragogipano alto, moreno e corpulento, era personalista. Ele exerceu durante mais da metade da vida o controle da política municipal, razão pela qual germinou a família mais numerosa da cidade.


Juarez simbolizava a figura do coronel: protegia e oferecia sustento a aqueles que lhe juravam fidelidade ou lhe tinham consideração e respeito, apadrinhava casamentos, arranjava-lhes emprego e dinheiro, providenciava-lhes médicos e internações, batizava-lhes os filhos, dava-lhes refeições, impedia que a polícia os prendesse e se recolhidos à prisão fossem, providenciava-lhes a soltura. Esse chefe da política municipal durante a ditadura Vargas e os governos estaduais de Regis Pacheco e Antônio Balbino dava a impressão de ser em Maragogipe, além de prefeito, o advogado, o médico, o delegado, o escrivão ou o padre.


Ele transmitia a sensação de não ter vocação para ser mandado e sim para mandar, então seria difícil a sua presença no Movimento Democrático Brasileiro, que era uma legenda de idealistas que lutavam para expulsar do poder central os militares. Alguns membros dessa legenda, como o então deputado estadual Marcelo Duarte, filho do jurista Nestor Duarte, esforçava-se também para acabar com as velhas oligarquias inclusive com a que Juarez Guerreiro representou em Maragogipe, a qual não prosperou com a sua morte a despeito de ele haver deixado discípulos como Cid Seixas Fraga e Antomeu Brito Souza.


Para melhor compreensão deste texto, leia também o de Plínio Guedes.


Por Carlos Laranjeira jornalista. Nascido em Maragogipe, reside em São Bernardo do Campo, SP.


segunda-feira, 3 de outubro de 2022

Mons. FLORISVALDO JOSÉ DE SOUZA

 



        O Padre Florisvaldo José de Souza foi o sucessor do Revmo. Padre José Gomes Loureiro, em março de 1942. Nasceu em 16 de novembro de l904 ingressou no Seminário com apenas oito anos de idade. Menino pobre, filho de pais operários que trabalhavam na Fábrica Luiz Tarquínio, na Avenida do mesmo nome, na Cidade Baixa do Salvador. Filho primogênito do casal Sr. Juvenal e D. Maria da Luz de Souza. Quando aqui chegou como Vigário da Paróquia de São Bartolomeu, fundou a Cruzada Eucarística, a Ação Católica, o Círculo Operário, corais – um deles recebeu o nome de: Coral misto Maria Imaculada e Luiz Gonzaga e a PSBM – A Voz da Matriz. Era amante das músicas clássicas e gregorianas.

Mais Tarde na década de 50 fundou a Congregação Mariana. Dirigiu com muito zelo a Pia União das Filhas de Maria, o Apostolado da Oração, a Confraria do Rosário e outras Irmandades.

Foi vigário em Brejões, Barracão, Muritiba e Maragogipe. Aqui ficou à frente do rebanho maragogipano durante trinta anos.

Professor de Latim e Francês no Ginásio Simões Filho, hoje Centro Educacional Simões Filho, fundado pelos políticos Cid Seixas Franga e Prof. Gerson Silva, no início de 1953. Lecionou as mesmas matérias no Colégio Almirante Tamandaré, na Rua General Pedra (Porto Grande).

O bondoso Sacerdote pagava mensalidades para alunos e alunas que não possuíam condição financeira. Era um verdadeiro missionário da carifdade: ajudou a várias famílias carentes, coisa que só ficamos sabendo depois de sua morte, ocorrida no dia quatro de maio do ano de 1972, às 6 horas da manhã, na Casa Paroquial, no Largo da Matriz de São Bartolomeu. Faleceu com 68 anos de idade que apesar do seu físico avantajado não possía boa saúde. Nenhum padre superou sua bondade extraordinária.

Fundou no ano de 1960 a Escola Paroquial de Maragogipe, no Bairro Nossa Senhora das Graças, na Capela de N. S. das Graças, - capela que ele construiu com a ajuda das crianças e do povo bom de nossa cidade. Na escala eclesiástica foi Conego e depois elevado a categoria de Monsenhor Camareiro Secreto do Santo Padre Paulo VI, no ano de 1964. O fato é que viveu e morreu na mais profunda humildade.

Foi bastante pranteado por todos que seguiram acompanhando o féretro.

O nosso saudoso Pastor está sepultado no Cemitério Nossa Senhora da Piedade – Alto da Comissão, do lado esquerdo de quem entra, próximo ao tumulo do Conego José Adolfo Cerqueira – filho de Maragogipe.

Maragogipe, 26 de outubro de 20007

Zélia Dias Carneiro

Fundadora da Escola Paroquial de Maragogipe

(Colaboração recebida da Profa. Zélia Carneiro)

sexta-feira, 30 de setembro de 2022

Biografia JUVENIL SANTOS DE OLIVEIRA

 

Biografia JUVENIL SANTOS DE OLIVEIRA 

 

Juvenil Santos de Oliveira  nasceu em Maragogipe no dia  9 de setembro  de 1919 filha de André  Mato Grosso  dos Santos  e de Raquima Moraes Santos. Na infância estudou  em Maragogipe com a profª.Adjovita. Aos 14 anos de idade, depois de muita insistência,  e com o apoio da sua mãe  foi estudar em Salvador no Colégio Carneiro Ribeiro, que na época era dirigido por Dr.Helvécio Carneiro Ribeiro e sua esposa D.Amélia. Residia na rua do Paraíso  em casa de familiares. Mais tarde trabalhou na então Escola Comercial Feminina mais tarde denominada Instituto Feminino da Bahia dirigida por D.Henriqueta Catarino. Ai também  estudaram duas de suas irmãs: Maria José  e Dulce. Juvenil iniciou o ensino médio no Colégio Estadual da Bahia,  hoje denominado de Colégio Central mas terminou esse ensino médio no Instituto Normal da Bahia hoje Colégio Estadual Isaias Alves onde se formou professora primária. Nesse meio tempo conheceu no Colegio Central seu futuro marido  Hildérico Pinheiro de Oliveira  que também  frequentava a casa onde Juvenil morava  pois era amigo  e colega  do primo  dela Bartolomeu. Depois de formada Juvenil foi ensinar em São Felipe e depois numa localidade  chamada Bom Gosto  próxima de Maragogipe. Depois de Hilderico se formar em Engenharia Civil os dois casaram-se em 30 de dezembro  de 1947 na Igreja de Nossa Senhora Auxiliadora  em Nazaré  bairro central de Salvador. Em outubro  de 1948 nasceu o primeiro  filho Paulo Cezar  e em outubro  de 1951 nasceu a filha Maria Clara. Nessa época Juvenil  começou a ensinar  no Ginásio Carneiro  Ribeiro , onde trabalhou até 1962 quando  a família foi morar no Rio de Janeiro. Lá ficaram até julho de 1964  quando retornaram a Salvador mas ela não mais  reassumiu sua posição  de professora  no referido ginásio, dedicando-se à  família. No final da década de 1980 Hildérico  passou a ser membro do Rotary Club Salvador Nazaré  e como consequência Juvenil  entrou para obra a Casa da Amizade das Senhoras dos Rotarianos instituição  que presidiu por duas vezes tendo conseguido construir, junto com as companheiras rotarias, a sede da Casa da Amizade  e uma escola  fundamental, que funciona em convênio com a Prefeitura Municipal de Salvador. Juvenil e Hildérico viveram um longo casamento por 53 anos até o ano 2000 quando Hildérico  faleceu. Ela ainda viveu mais  17 anos  vindo a falecer em 13 de janeiro de 2017.

NOTA: Agradecemos à família da Profa. Juvenil pelas informações . Prof. BBTO

domingo, 28 de agosto de 2022

MAESTRO ALÍPIO PEREIRA REBOUÇAS

 



O Maestro Alípio Pereira Rebouças (1851-1915) e sua esposa Anna Isabella Rebouças. Fotografia do final do Século XIX. Acervo do Instituto Histórico e Geográfico da Bahia.


Alípio Rebouças foi um compositor, professor, flautista e saxofonista baiano. Membro da prestigiada família Rebouças de Maragogipe, Bahia, Alípio era primo dos Engenheiros André Rebouças e Antônio Rebouças. 


Junto de seu Pai José Pereira Rebouças e seu irmão Luís da França Pereira Rebouças da Cruz, estudou música na Europa, passando por Paris, Roma, Nápoles e Milão.


Alípio Rebouças foi um dos primeiros saxofonistas do Brasil, sendo aluno do prestigiado maestro Rossini. Se casou com a jovem italiana Anna Isabella em 1865. De volta ao Brasil trabalhou como flautista na Banda de Música do 110° Batalhão da Guarda Nacional.


Como instrumentista foi muito apreciado pelo Maestro Carlos Gomes, quando levou a Ópera "O Guarani" para Salvador.


Fez parte do grupo que, com Adelelmo Nascimento, viajou até ao Pará, com uma companhia lírica


Como Compositor escreveu: seis missas festivas e uma de requiem; diversos dobrados. ; Maracatus e polcas. Lecionou em colegios particulares, assim como a Filarmônica Carlos Gomes, e a Orquestra da cidade Itaparica.  Fonte: Artistas Baianos. Manuel Querino


sexta-feira, 8 de julho de 2022

PEDRO LABATUT




 A Batalha de Pirajá, como ficou conhecida, foi o principal confronto da Independência da Bahia. Labatut foi um experiente e exímio militar. Participou das Guerras Napoleônicas, entre 1807 e 1814, tendo sua atuação na Península Ibérica no exército de Napoleão Bonaparte


Posteriormente esteve na Colômbia, onde foi comandante revolucionário na Guerra de independência na América espanhola ao lado de Simon Bolívar, com quem não se entendeu bem. Nessa passagem, ficou conhecido como “Pirata do Caribe”. Um General Napoleônico na Guerra de Independência da Bahia.


O General Pedro Labatut (1776-1849), foi um militar francês e mercenário a serviço de Dom Pedro I que organizou o chamado "Exército Pacificador" a partir do Rio de Janeiro para os confrontos contra os portugueses na Guerra de Independência do Brasil em Salvador. 


Comandou as tropas leais a Dom Pedro I na Batalha de Pirajá, a principal batalha da Guerra da Independência da Bahia e do Brasil, iniciada na madrugada de 8 de novembro de 1822.


O General Pedro Labatut reforçou as tropas que sitiavam a capital baiana com a Brigada do Major (depois coronel) José de Barros Falcão de Lacerda, composta por 1.300 soldados de Pernambuco, Bahia e Rio de Janeiro, que repeliu três ataques portugueses, ocasionando 80 mortes e deixando outros 80 feridos.


O general francês chegou ao Brasil em 1819, mas só em 3 de julho de 1822 no Rio de Janeiro, a convite do príncipe regente Dom Pedro, e pelo ministro do Reino e dos Negócios Estrangeiros, José Bonifácio de Andrada e Silva, foi contratado e admitido ao posto de brigadeiro, em razão da carência de oficiais no exército recém-organizado. No mesmo ano, em 8 de dezembro, venceu as forças do General Madeira, no importante combate de Pirajá.


Após a vitória na batalha de Pirajá, Labatut foi preso e enviado para o Rio de Janeiro.


As decisões de Labatut a cerca do tratamento de seus Soldados foram consideradas arbitrárias e tirânicas, dentre elas, a prisão de alguns escravos que depois resultou no fuzilamento dos homens 


Apesar de Labatut ser visto por alguns como um herói, pois ele liderou a batalha, mesmo à distância, que consequentemente contribuiu para a Independência do estado da Bahia e do Brasil, também foi taxado como algoz, pois abusava de sua autoridade, por submeter alguns a tratamentos desumanos e até mesmo causar a morte destes.


Em 1839, já como Marechal de Campo, foi designado para combater os "farapos", no sul, na Revolução Farroupilha contra Davi Canabarro, seu batalhão chegou a Passo Fundo aniquilado em setembro de 1840, onde fracassou. Em 1845 foi definitivamente reformado, residindo no Rio de Janeiro até 1847, quando se transferiu para a Bahia até sua morte em 1849. 


Atualmente Labatut está enterrado em um Panteão, construído em 1914 em sua homenagem, ao lado da Igreja de São Bartolomeu, no Largo de Pirajá.


Observação: O presente texto foi copiado na internet e não consta que o Gal. Pedro Labatut esteve preso na Cadeia do Paço Municipal de Maragogipe antes de viajar ao Rio de Janeiro para responder pelos crimes que foi acusado e terminou sendo absolvido.. Fica a observação.

BJCarvalho.


quarta-feira, 6 de julho de 2022

MAURÍCIO REBOUÇAS

 


Retrato do Doutor Manuel Maurício Rebouças (1799-1866)

 Acervo da Faculdade de Medicina da Bahia.

Manoel Maurício Rebouças nasceu em Maragogipe, no ano de 1799 filho de um alfaiate português Gaspar Pereira Rebouças e uma escrava liberta, Rita Basilia dos Santos.

Foi irmão de José Rebouças, violinista e compositor, formado em regência musical, na Itália; Manuel Maria Rebouças, músico, que se destacou como pedagogo; e também de Antônio Pereira Rebouças, deputado e membro do Conselho de Estado. Foi também tio do abolicionista André Rebouças e do engenheiro Antônio Rebouças Filho.

Na infância, começou a trabalhar como escrevente em um cartório de notas.

Junto de seu irmão, lutou na Guerra de Independência da Bahia contra o Reino de Portugal entre 1822 e 1823 e recebeu a comenda de Cavaleiro da Imperial Ordem do Cruzeiro por sua contribuição a Causa da Independência da Bahia.

Fez parte de muitos combates, como o da abordagem de uma canhoneira portuguesa, e comandou uma flotilha, para apoderar-se de grande quantidade de barris de pólvora guardados em uma das ilhas da Baía de Todos-os-Santos.

Rebouças passou a servir como escrivão do Comissariado Geral do Exercito Patriótico, até a sua dissolução, com o fim da guerra. Ao final do conflito foi condecorado por bravura com a medalha da campanha da Independência.

Aos 25 anos de idade, em 1824, foi para França, onde passou sete anos e obteve o grau de Bacharel em Ciências e Letras, em seguida graduou-se em Medicina. Fazendo os mais estupendos esforços, porque lhe faltavam os recursos financeiros. Em 1831, colou o grau de doutor em Medicina, pela Universidade de Paris, onde defendeu tese intitulada “Dissertacion sur les inhumations em général”.

A tese foi publicada em Salvador, no ano seguinte, sendo o primeiro estudo publicado no Brasil, a condenar o sepultamento dentro das igrejas (como era de costume). Considerado como o mais completos trabalhos de um brasileiro sobre o assunto.

Em 1823, alforriou todos os escravos domésticos da Família Rebouças em acordo com seu irmão Antônio.

De volta ao Brasil em 1832, foi nomeado lente, por concurso, de Botânica Médica e Zoologia da Faculdade de Medicina da Bahia, assim permanecendo até sua aposentadoria em 1861. Portador de vários títulos, dos quais destacamos o de Conselheiro do Imperador e Cavaleiro da Ordem do Cruzeiro. Revela Eduardo Sá Menezes que o Dr.Rebouças, escreveu volumosa bibliografia médica, hoje boa parte desaparecida, cujos originais foram submetido à apreciação do Dr. Francisco Paula Cândido, seu colega em Paris (Memória Histórica da Faculdade de Medicina da Bahia).

Revela Eduardo Sá Menezes:

“O Dr. Rebouças foi um dedicado homem de ciência e um grande patriota. Como médico e professor, com efeito, deu provas do seu valor; na qualidade de cidadão, sobretudo nas lutas da Independência, mostrou-se de um heroísmo extraordinário”

Foi também membro do Instituto Histórico e Geográfico Brasileiro e da Sociedade de Agricultura, Comércio e Indústria da Província da Bahia.Faleceu em 1866, deixou viúva e cinco filhos

Fonte: Revista do Instituto Geografico e Histórico da Bahia./OLIVEIRA Eduardo de Sá. Memória histórica da Faculdade de Medicina da Bahia, concernente ao ano de 1942. Salvador: Centro Editorial e Didático da UFBA

 


sábado, 28 de maio de 2022

HISTÓRIIAS MENORES: um livro útil

 


Recomendamos a todo aquele que tenha interesse em conhecer a história de Maragogipe a leitura da obra do nosso conterrâneo Osvaldo Sá. A respeito do grande escritor maragogipano muito se tem dito mas, escolhemos as palavras de um jovem conterraneo para homenagear o grande mestre.

 Eis o que disse o jovem Professor Zevaldo Souza a respeito de Osvaldo Sá: "Osvaldo Sá, único, exemplar, digno, correto, estudioso, vitorioso. E se depender de mim será lembrado e relembrado no máximo possível que as gerações me permitirem, nos permitirem, fazer história.

A seguir publicamos a biografia do nosso homenageado de autoria do seu filho Alberto:.

sexta-feira, 27 de maio de 2022

D. ANTÔNIO MACEDO COSTA

 



Dom  Antônio de Macedo Costa, Bispo do Grão Para e  Arcebispo Primaz do Brasil,  nasceu em Maragogipe, no dia 7 de agosto de 1830, sendo seus pais José Joaquim de Macedo Costa e Joaquina de Queirós Macedo.

HERÁCLIO PARAGUAÇU GUERREIRO


 Heráclio Paraguaçu Guerreiro nasceu na cidade de Maragogipe em 13 de março de 1877 e faleceu na mesma, em 19 de maio de 1950. Filho do Coronel João Primo Guerreiro e da dona de casa Leonídia Hermelina Guerreiro, ingressou na escolinha de música da Filarmônica Terpsícore com 12 anos de idade, onde discretamente começa a aprender a arte musical contrariando a vontade de sua família. Seu aprendizado musical se deu com a caixa como instrumento de iniciação. Depois de um ano de participação na escola logo começou a se destacar. E aos 18 anos, fundou o grupo “Harpa Mariana” de quem foi regente. O potencial autodidata de Heráclio cedo começa se destacar e ele passa a ser admirado, até que, com a doença do Maestro Teodoro Borges ele passa a regente da Terpsícore Popular e tem início as suas composições que durante sua atuação como maestro chega a mais de 500 entre dobrados, marchas, passos sinfônicos, jaculatórias e a famosa novena ao Santo Padroeiro de Maragogipe, São Bartolomeu.

ANTÔNIO PEREIRA REBOUÇAS




 Antônio Pereira Rebouças, advogado e político baiano, nasceu em Maragogipe, em 10 de agosto de 1798, sendo seus pais Rita Brasília dos Santos (escrava alforriada) e Gaspar Pereira Rebouças (alfaiate). É conhecido como “Rebouças, o velho”, por ser pai de três filhos igualmente ilustres: José Rebouças, e os engenheiros Antônio Pereira Rebouças Filho e André Rebouças (construtores da estrada de ferro Curitiba/Paraná).

quinta-feira, 17 de março de 2022

Pe. ADOLFO JOSÉ DA COSTA CERQUEIRA

            O Pe. Adolfo José da Costa Cerqueira nasceu em Maragogipe no dia 28 de Agosto de 1857 e faleceu, na mesma cidade, em 11 de Abril de 1929, vitimado pelo tétano. Filho de Dr. José da Costa Cerqueira, de família católica, teve sete irmãos e dois deles também foram padres. Foi cultuado e respeitado, chegando a gozar da fama de santidade, em toda cidade e nas localidades vizinhas. Usava cilício, ornamento comumente usado por penitente, além de ter o costume de estar sempre com a vista baixa, ligeiramente curvado para frente. Um traço também marcante do Pe. Adolfo era não admitir o candomblé, seguindo à risca o que preconizava a igreja na época.

O Pe. Adolfo Cerqueira como era conhecido ordenou-se padre em 08 de Dezembro de 1880 e em sua vida sacerdotal foi Conego e posteriormente Monsenhor, porém o povo o tratava carinhosamente de Pe. Adolfo.

Após seu falecimento vieram ao conhecimento público fatos que até então eram desconhecidos sobre a pessoa do Monsenhor. Diziam inclusive que ele dormia em uma espécie de tarimba para mortificar o corpo e que usava cilício, um utensílio muito usado por penitentes. Comentou-se também na época, que o Monsenhor ajudava mensalmente mais de uma centena de famílias pobres e que a única condição era não ter seu nome divulgado. E mais a população sabia que nenhum paroquiano ficava sem o sacramento da extrema unção fosse que hora fosse podia-se bater à porta do zeloso sacerdote e prontamente era atendido. Para atender quem precisava de sua assistência espiritual chegava a viajar em lombo de burro, pois não havia estrada na época, mais de quatro léguas sem reclamar de cansaço. Esse comportamento do piedoso pároco mais e mais o colocava no seio da população como um santo, portanto justificativa para a fama que gozava no imaginário popular.

Os que com ele conviveram diziam que ele era uma pessoa atenciosa e virtuosa ao extremo sendo até considerado por muitos como um verdadeiro santo, conforme já foi dito, e por isso mesmo, diziam que pessoas disputavam a água do seu banho para ser usada como remédio, essa ideia quando chegou ao conhecimento do padre foi veementemente combatida por ele.

Todos os bens do Mons. Adolfo Cerqueira foram doados à Matriz de São Bartolomeu sendo a Irmandade do SS. Sacramento a intermediária e o testamento lavrado no Cartório de Ranulfo Andrade (livro 83, fls.44 e 45v).

Com base na sua maneira simples de viver, sua humildade, sabedoria e generosidade a população de Maragogipe, tinha grande admiração e profundo respeito pelo Pe.. Adolfo Cerqueira e por tais qualidades ele merece ser colocado na galeria dos filhos ilustres de Maragogipe.

O Mons. Adolfo Cerqueira está sepultado no cemitério de Maragogipe, bem em frente à capela do mesmo, local reservado para aquelas pessoas que se destacaram em vida por suas virtudes e de fiel seguidor de Jesus Cristo.

ABILIO UBIRATAN

Maragogipe/Mar/2009.