Este blog se propõe publicar e conservar documentos, informações, fotos, vídeos, que de alguma forma ajudem a contar a história de Maragogipe. Toda colaboração será bem aceita. Deixe seu comentário e compartilhe com os amigos.
Imagem em destaque
Panorâmica de Maragogipe
sábado, 18 de abril de 2026
quinta-feira, 18 de dezembro de 2025
VILA DE CAPANEMA
Atendendo a curiosidade de um amigo ai está o post quer publicamos no instagram a respeito do nome da sede da Vila do Guaí.
quarta-feira, 3 de dezembro de 2025
OS ALEMÃES E A ARQUITETURA DE MARAGOGIPE
Falar na arquitetura de Maragogipe no
momento é “como malhar em ferro frio”. Há muito tempo assistimos a derrubada do nosso
acervo arquitetônico e nada acontece, mesmo porque é costume antigo em nossa
velha cidade se fazer modificações nos imóveis e até a derrubado total e os
órgãos locais não tomam conhecimento, pois não há pedido de licença para
reforma ou demolição.
O maior exemplo está na Rua Nova do
Comércio, primeira rua da cidade, atualmente conhecida como D. Geni de Morais
toda descaracterizada. Em outras ruas mais novas a sanha de modernismo é a
mesma, velhos casarões vão sendo demolidos e a cidade vai ganhando uma arquitetura
quadrada, dando ares de modernidade às novas fachadas sem nenhum vínculo com o
nosso passado colonial.
Nessa onda modernizadora escapam os
prédios que foram construídos pelos alemães de Dannemann e Suerdieck, no auge
da era industrial dos charutos. É por isso que temos vários prédios espalhados pela
cidade e que embelezam o ambiente urbano e que resolvemos destacar:
Prédio situado na Rua Bernardino
Borges, local onde funcionou por muito tempo a clinica São Bartolomeu e a
Secretaria de Saúde de Maragogipe.
Construído pelo Alemão Gherard Meyer Suerdieck era conhecido da população local como Vila Suerdieck.
Ainda na mesma rua temos outra
construção feita pelo alemão John Schinks, situado quase em frente ao prédio da
antiga vila Suerdieck.
Na Rua D. Antônio Macedo Costa temos
dois belos imóveis. O da família do saudoso Oscar Guerreiro, construído pelo alemão Kurt Wippermann e outro no final
da mesma rua, em frente à Ladeira São Pedro que muitos pensavam que era alemão seu
construtor, mas o Sr Eloy da Silva era brasileiro só que falava fluentemente
alemão, daí a confusão.
Na Rua Júlio dos Santos Sá tem outro
casarão, onde hoje está a sede da FUNDAÇÃO OSVALDO SÁ, pertencente aos herdeiros
do historiador Osvaldo Sá, construído pelo alemão: Karl Kasperral.
Já os alemães da firma Dannemann residiram no sobrado que pertence ao Sr.
Manoel da Venda, na Travessa Capitão Mor, não temos notícia quem foi seu
construtor.
Ai temos mais um resumo de anotações
antigas sobre a nossa terra e que
pulicamos para aqueles que admiram nossa história.
Abílio Ubiratan
NOV/2025/bj
segunda-feira, 6 de outubro de 2025
AGORA É LEI
Aqueles que mesmo sabendo que estavam errados, por pirraça, gravavam o nome de nosso município com J vão ter que mudar para a grafia correta com G como estabelece a reforma ortográfica de 1942 e Lei proposta pelo nobre Vereador Marcelo Borges.
Para esses reformistas resta o consolo de escrever o nome maragojipe quando, por exemplo, se referir ao café Maragojipe, hotel Maragojipe, mas quando se tratar do nome da Cidade de Maragogipe, Camara de Vereadores de Maragogipe, Casa da Cultura de Maragogipe o correto é Maragogipe que é a grafia do topônimo, nome histórico e tradicional.
Parabéns Vereador Marcelo Borges!
Por Abílio Ubiratan
quinta-feira, 2 de outubro de 2025
NOMES DAS RUAS DE MARAGOGIPE
É comum nas cidades e até nas capitais, pelo Brasil a
fora, as ruas serem identificadas com nomes de vultos históricos, nome de políticos,
de santos, datas históricas e também com nomes dados pelo povo. A nossa cidade
não foge a esse costume. Assim, aqui temos denominações de todo tipo: de
“quebra pescoço” a outras denominações impublicáveis como é a denominação de
uma ruela no bairro da Comissão.
Semana passada um grupo de alunos me procurou pedindo ajuda
para relacionar as principais ruas de nossa cidade ligadas a pessoas famosas,
santos, datas históricas e outras curiosidades. Verificando o nosso mapa urbano
localizamos o centro da cidade e fomos identificando as principais e elaboramos
a relação que transcrevemos a seguir:
1) Rua São Bartolomeu – vai da loja de
Genaro até a Rua visconde de Macaé. Essa rua antes da denominação atual já foi
chamada de Rua do Armazém em razão do grande numero de casas comerciais, como
até hoje. Passou a chamar-se de “rua dos quebrados” em razão dos inúmeros
comerciantes que não prosperaram no comércio e faliram e na época se denominava
“quebrar”. Finalmente, a pedido por documento assinado, a população pedir e passar
a ser Rua São Bartolomeu, homenagem justa ao Padroeiro de Maragogipe.
2)Praça Cons. Antônio Pereira Rebouças – O nome
dado a essa praça é uma homenagem a um dos mais notáveis maragogipanos.
Destacado por sua inteligência teve grande participação, representando
Maragogipe, na Junta de Resistência, situada na cidade de Cachoeira ai
exercendo a função de Secretário na época da Independia da Bahia. Por sua
atuação D. Pedro II lhe concedeu o título de Conselheiro e a autorização para
que exercesse a profissão de advogado, sem ter cursado a escola de direito.
3) Rua Cel. Antônio Felipe de Melo – Uma das
ruas mais compridas da cidade. Tem inicio logo após a Suerdieck vai até a
Igreja de N.S. de Nazaré, no bairro do Cai-já. O homenageado foi um destacado
politico maragogipano e chegou a exercer o mandato de Conselheiro Municipal, na
função de Presidente, por vários mandatos. Na época a função correspondia como
se fosse Presidente da Câmara e Prefeito ao mesmo tempo.
4)Rua 16 de Fevereiro – Tem inicio na esquina
do Largo Sebastião Pinho e vai até a
esquina da praça Maestro Heráclio Guerreiro. A denominação é uma homenagem à
data em que o Conde de Sabugosa assinou o ato que elevou a Freguesia de São
Bartolomeu de Maragogipe à condição de Vila
da Freguesia de São Bartolomeu de Maragogipe: 16 de Fevereiro de 1724.
5)Rua
Perciliana Alves Albegaria – Essa rua depois de receber vários nomes,
inclusive do Governador Rodrigues Lima, já se chamou Rua Augusta, Terpsycore e
por fim, merecidamente o nome atual em homenagem a uma mulher do povo que foi
responsável por um numero muito grande de partos em nossa cidade quando não
dispúnhamos de médico e nem hospital.
6) Rua D. Gení
de Morais – Vai do pé da ladeira da sede da Dois de Julho até a esquina do
Cafona. Segundo a história essa foi a primeira rua da cidade e chamava-se na
época: Rua Nova do Comércio que depois foi mudado para o nome atual: Rua D. Geni
Morais, homenagem a uma maragogipana que se destacou na época da fundação do
Hospital da Santa Casa de Misericórdia, auxiliando o Dr. Antônio Plácido Rocha
na sua luta para a concretização de tão importante obra para Maragogipe.
7) Rua Mons. Adolfo
Cerqueira – Essa rua vai da esquina do Posto de Saúde Domingos Guedes (Areal) até a Praça D. Agusto Álvaro da Silva (2 Filho). Filho de Maragogipe
veio a ser pároco em sua cidade. O Pe. Adolfo
José da Costa Cerqueira nasceu em Maragogipe no dia 28 de Agosto de 1857 e
faleceu, na mesma cidade, em 11 de Abril de 1929. Como sacerdote foi um destacado pastor
para a população católica de Maragogipe Os que
com ele conviveram dizia que ele era uma pessoa atenciosa e virtuosa ao extremo
sendo até considerado por muitos como um verdadeiro santo. O nome dado a essa
pequena rua é mais do que uma homenagem é o reconhecimento do valor humano
desse sacerdote.
8) Dr. Plácido Rocha – A Praça das Palmeiras, local onde foi
construído Hospital da Santa Casa de Misericórdia, presta uma singular
homenagem a um cidadão que mesmo não sendo maragogipano aqui exerceu a função
de Juiz e segundo registros da época ao final da sua jornada de trabalho, todos
os dias, percorria o comércio, de porta em porta, com livro de ouro, pedindo
contribuição para a construção do Hospital da Santa, tendo conseguido realizar
seu intento antes de deixar Maragogipe.
9) Largo Sebastião Pinho – Bairro do Cai-já. Conta a lenda que a
homenagem prestada a esse senhor se deu pelo fato de ter ele estado em
Maragogipe por ocasião do grande incêndio que destruiu 52 casas de palhas do antigo
Largo do Dique, ocorrido no dia 11 de
Novembro de 1891. Nesse dia no Largo do Dique, denominação antiga do
Largo Sebastião Pinho, não sobrou nenhuma choupana e o bondoso senhor contratou
o Sr. João Primo Guerreiro para proceder à reconstrução das casas queimadas no
sinistro dispendendo em moeda da época cinco contos reis enquanto que a
prefeitura local disponibilizou dois contos de reis para a reconstrução das
casas sinistradas. A denominação do largo é uma justa homenagem ao benfeitor: Sebastião
Pinho.
10) Rua Gerhard Meyer Suerdieck – Começa na esquina da Casa da
Cidadania na Praça Brigadeiro Seixas e vai até a Praça 2 de Julho no Centro de
Abastecimento Iguatemi. Industrial de origem alemã aqui entre nós constituiu
família com uma maragogipana e teve quatro filhos. Desenvolveu um parque
industrial que na fase áurea da produção de charutos deu emprego direto há mais
de três mil maragogipanos. Sua empresa foi por quase um século o grande
sustentáculo da economia de Maragogipe. Graças ao espirito empreendedor do alemão
Maragogipe teve seu serviço de energia elétrica, clube social, ginásio e vários
prédios que ainda hoje atestam a importância daquele industrial para vida de nossa
cidade.
A relação não se esgota com as
denominações acima. As ruas que relacionamos não segue nenhum padrão foram
escolhidas aleatoriamente, pois, temos uma centena de ruas e dentre essas
algumas com denominação inexplicável, porquanto em nenhum momento encontramos
razão para a homenagem. Não entendemos a razão para por exemplo, Rua Moreira
Cezar, General Pedra e outros mais, quando esquecemos de homenagear: Anísio
Malaquias, Oscar Guerreiro e tantos outros conterrâneos.
Com o tempo publicaremos mais algumas
ruas e seus homenageados.
-
domingo, 31 de agosto de 2025
MARAGOGIPE precisa de um museu municipal
Nos últimos anos tem crescido o número de jovens que procuram o ensino
superior em toda região do Recôncavo Baiano e isso tem proporcionando a
abertura de novas faculdades na região. O aumento na oferta de cursos
superiores proporciona a produção de trabalhos nos finais dos cursos dando
oportunidade aos estudantes concluintes para escreverem os
TCC sobre assuntos variados fortemente ligados à vida dos muitos municípios da
região especialmente os mais antigos que são fonte de uma história muito rica.
Em alguns desses municípios existe museu municipal nos quais os pesquisadores encontram informações. Naqueles que não dispõem de museu recorrem a pessoas da comunidade que se dedicam ao estudo da história local.
Em Maragogipe buscam informações na Casa da Cultura que dispõe de uma biblioteca e muitas vezes não encontram o que precisam e quando encontram jornais antigos, por exemplo, estão mal acondicionados de forma precária com risco de se perderem.
Ao longo do tempo muitas são as reclamações
para que se organize o museu municipal da Terra
das Palmeiras enquanto ainda dá prá aproveitar o que nos resta de
documentos, Fotografias, jornais antigos e outros materiais que falam
sobre nossa história e nossas tradições. Esta bandeira defendemos há mais
de vinte anos e não conseguimos ver realizado nosso sonho. Fica aqui nossa
sugestão: Maragogipe precisa de um museu
municipal. Com urgência!
Abílio Ubiratan
Ago/2025/BJ
quinta-feira, 8 de maio de 2025
HOMENAGEM A MARAGOGIPE
EM 08 DE MAIO DE 2025.
Minha
Querida Maragogipe,
Aprendi
a te amar desde meus primeiros tempos e por isso, não consigo deixar de pensar
em teu futuro que sempre sonhei de prosperidade e de paz. Hoje que completas
mais um aniversário, devo te fazer uma oração de amor que pode não ser a mais
bela, mas, por certo é a mais sincera.
Eu
percorro teu espaço geográfico e em cada canto há um detalhe que evoca o teu
passado e é assim então que me vejo em cada um dos teus momentos da história de
ontem e em cada ato da tua vida de hoje. Eu estou em tuas igrejas seculares;
nos teus velhos sobrados e casarões, sinto cada minuto da tua história nos
monumentos que embelezam esta cidade. De mil casas. De casarões e prédios
antigos. Da Casa de Câmara e Cadeia, local de raro valor arquitetônico, mas
também marco histórico, pois local da prisão do General Labatut quando das
lutas pela independência da Bahia, ocasião em que nossos maiores lutaram contra
a opressão e domínio colonizador de mais de 300 anos. Vejo-me no Fortinho da
Salamina montando guarda para que os piratas e invasores não ultrapassem a
linha de tiro daquela fortaleza e venham atacar nossos engenhos de açúcar.
Vejo-me
ao lado de Bartolomeu Gato coordenando a construção da Igreja Matriz de São
Bartolomeu. Obra grandiosa. Templo de esplendorosa arquitetura para abrigar uma
fé que nossos irmãos de ontem e de hoje sempre consideraram de imensurável
valor. O Padroeiro é sem dúvidas um dos preferidos do Mestre. É aquele que
evoca a fé nos ensinamentos do Cristo ao ponto de ser sacrificado pela sanha de
um rei despótico tendo sido cruelmente sacrificado em nome da mesma fé que
ainda nos anima.
Eu
estou na nau de Cristóvão Jaques, quando em 1526, bem ali em frente ao lagamar
do Iguape, foram encontradas duas naus francesas contrabandeando pau-brasil,
ancoradas na ilha chamada depois de ilha dos Franceses e ambas as naus foram
bombardeadas, travando-se naquele local a primeira batalha naval na América do
sul, segundo relato do Frei Vicente do Salvador na sua obra que conta a
história inicial do Brasil. Estou presente também no enforcamento de centenas
de marinheiros franceses os quais depois da vitória portuguesa, foram
enforcados, em frente à Salamina, onde depois foi construído o “fortim da
forca” para dar mais segurança aos engenhos da época.
Eu
sou aquele negro que puxa o samba de roda no lado da Matriz de São Bartolomeu
quando da lavagem do templo no meado do sec. XVII, batuque que deu origem a uma
das manifestações populares mais belas e tradicionais da Bahia: o samba de
roda. Sou aquele outro negro que, tempos depois, carrega o andor do nosso
Padroeiro sobre seus ombros e ainda filosofa dizendo que “São Bartolomeu só pesa nos ombros de quem não tem fé”. Tudo isso
para dar o testemunho de que nossas tradições já dobraram muitos séculos e
pertencem a uma mistura de raças amalgama de um povo forte na fé.
Eu
assisto todos os dias o sol que nasce nas bandas do Cai-já convidando a todos
para a faina diária, porque uma cidade se faz com trabalho, ética, alegria,
suor e também lágrimas tudo misturado na colaboração de todos é que nascem as
grandes ideias que nortearão os governantes para fazerem sempre mais pela
população local.
Eu
sou o bimbalhar dos sinos da secular Matriz lembrando que esta Cidade nasceu
sob os auspícios dos ensinamentos de Cristo e que pelo sentimento da
fraternidade deve estar irmanado pela busca de um ambiente de harmonia e de paz
para que todos possam, na medida de sua capacidade, trabalhar e torná-la mais
próspera e hospitaleira.
Foi
eu que emprestei a minha “pena” para que o Cons. Antônio Pereira Rebouças,
secretário da Junta de Resistência, instalada na Heroica Cachoeira, lavrasse a
ata da memorável sessão em que foram traçadas as estratégias e providências
para libertar a Bahia do tacão do General Madeira de Melo, pois o suor, o
sangue e as lágrimas derramados, por nossos irmãos, pelo sonho de
liberdade, representavam o verdadeiro
sentimento de brasilidade de um povo cansado do domínio português.
Eu
sou o conhecimento de todos os que sabem e não se negam a ensinar. Cabedal que deve ser socializado e enriquecer a todos
especialmente os mais jovens. Pois, essa é a bagagem capaz de melhorar a vida
dos que tenham mais e melhores saberes e que de forma positiva possam colaborar
com a hora presente, pois, sem a
capacitação dos mais jovens, em especial, poderemos perder esse momento impar de
trabalho e novas oportunidades de emprego e renda e trancar a marcha do nosso
desenvolvimento.
Eu
sou o manguezal que circunda a cidade e se espraia por outras regiões do
município proporcionado sustento para muitos, dádiva da natureza, berçário de
vida, verdadeiro supermercado da natureza e que por isso mesmo, trouxe para
nossa cidade o título de “capital do desenvolvimento ambiental”.
Eu
sou aquele careta que teima em ser autêntico porque foi essa autenticidade na
alegria e no modo de divertir e divertir-se que
transformou nosso Carnaval em “Bem Imaterial da Bahia”. Eu teimo em
perguntar se você me conhece porque preciso por um momento, no anonimato da
festa, vir a ser outro com múltiplos disfarces: de monstro, mendigo, escravo,
diabo ou até rei da folia.
Eu
estou nas partituras dos dobrados de Heráclio Guerreiro, maviosamente
executados pela Terpsícore, esta eternamente campeã, e pela 2 de Julho, ambas
celeiro de uma tradição que engrandece
nossa história musical pelo potencial individual dos seus membros. Vejo os
nossos grandes músicos do passado e do presente, cada um na sua especialidade,
enchendo nossos corações de uma música muito rica e bem executada.
Eu
vi quando o poeta e historiador Osvaldo Sá escreveu os três volumes das
Historias Menores de Maragogipe e recomendou para que tivéssemos cuidado na
transmissão às novas gerações dos fatos ali narrados, cuidando em manter a
veracidade dos mesmos, evitando invencionices porque senão nossa “história tão
rica e bela” pode se tornar folclore. Eu estou ainda na pena de outros poetas
maragogipanos como Durval de Morais, Raul Guerreiro, Flávio de Souza Lima, este
ultimo autor do nosso hino oficial todos
de muita inspiração para cantar e engrandecer a nossa terra.
Assim,
minha querida Maragogipe, terra que me serviu de berço e há de me servir de
túmulo, presto-te este depoimento e espero que as minhas palavras encontrem eco
na mente e no coração dos teus filhos, pois o meu cantar tem apenas a
preocupação de tornar-te rainha.
Viva
8 de Maio!
Viva
Maragogipe!
Benedito
Jorge Carneiro de Carvalho
segunda-feira, 14 de abril de 2025
Lembranças do tempo de criança
Gravura copiada da internet
Lembranças do tempo de
criança
No meu tempo de criança eram vendidos em qualquer parte da cidade de
Maragogipe os mais deliciosos quindins em tabuleiros levados na cabeça e
mercados em alta voz. Eram guloseimas que encantavam o paladar de crianças e
até de adultos. Todavia, eram as
crianças que faziam a festa com a fartura daqueles tabuleiros.
Ainda guardo na memória a variedade que levavam aqueles tabuleiros em quindins
com destaque para: bolos de aipim, pamonha de carimã, cocada-puxa, queijadas, doce
de tamarindo, pandêlós, bolinho de estudante, aponan, lêlê, xerengue, rolêtes
de cana, cartucho de tapioca, fubá de amendoim, fubá de castanha, acaçá, amendoim
cozido e torrado, pipoca.
Em ponto central da cidade o saboroso Acarajé que era vendido em
tabuleiro exclusivo, juntamente com o abará, pois dependiam de acompanhamentos
em vários vasilhames sem faltar no famoso molho de pimenta.
É tanta saudade que dá água na boca.
Abílio Ubiratan.
sábado, 5 de abril de 2025
ENCANTADO COM IA
Com o surgimento da IA tenho pesquisado vários assuntos na internet e muitos ligados à nossa querida Maragogipe. Procurando um assunto para pesquisar lembrei-me de que na semana passada encontrei um trabalho escolar (um TCC da UFRB) e fiquei intrigado com o que a pesquisadora colocou nas conclusões a respeito das dificuldades encontradas para consultar fontes em Maragogipe para sua pesquisa. Lembrando-me desse assunto, na falta de outro mais urgente, pedi à IA para falar sobre o Museu Municipal de Maragogipe que ainda não temos. Leiam o que a IA me informou:
"Maragogipe, uma cidade com história e cultura ricas, merece um museu municipal
Para concluir faço minhas as palavras da intelectual EMILIA VIOTTI DA COSTA:
"Um povo sem memória é um povo sem história. E um povo sem história está fadado a cometer, no presente e no futuro, os mesmos erros do passado."
quinta-feira, 31 de outubro de 2024
PRAÇA CONS. REBOUÇAS ou Praça da Câmara de Vereadores
A partir de 22 de fevereiro de 1724, seis dias após a criação da
VILA da Freguesia de São Bartolomeu de Maragogipe, no local foi instalado um
Pelourinho, símbolo da autoridade, como era costume na época.
Com a abolição da escravatura o Pelourinho não tinha mais utilidade e
então a partir de 1890 no lugar do Pelourinho foi instalado um chafariz depois
da construção do serviço de abastecimento de água da cidade.
Foram instalados ainda mais quatro outros chafarizes:, um no Porto
Grande;, um no Cai-já, um outro na confluência das ruas D. Macedo Costa
com a Barão do Rio Branco e outro na Rua Nova logo depois do Simões Filho.
Alguns anos depois, foram os chafarizes desativados e o da Praça da
Câmara foi substituído por um pequeno coreto no centro dum jardim.
Na administração 1966/70 o coreto foi demolido e não foi concluída a
reforma da praça.
Na administração 71/72 foi construída uma nova praça.
Na administração 76/82 novas modificações foram introduzidas na praça
com construção de viveiro para arara; tanque para jacaré e uma fonte luminosa
no lugar do antigo coreto.
Com os equipamentos sem manutenção a praça ficou abandonada.
Em 2002 nova reforma foi feita no jardim e completando a obra foi
instalado no lugar da fonte luminosa um monumento feito de fibra de vidro
completamente desligado da realidade histórica da praça, uma verdadeira
homenagem à mediocridade.
Por fim, em 2022 nova reforma foi feita e mais uma vez, plantaram-se
algumas palmeiras e outras árvores e no piso fizeram umas aberturas de
onde esguicha jatos d'água, sem sentido e sem finalidade histórica quando podia
se deixar para em 2023 erigir ali um monumento como comemoração do
bicentenário da Independência da Bahia lembrando a participação de Maragogipe
naquela parte da história.
quinta-feira, 8 de agosto de 2024
CICLOS ECONÔMICOS DE MARAGOGIPE
Logo após os
primeiros exploradores conhecerem a região onde hoje está a cidade de
Maragogipe seus recursos naturais passaram a ser explorados. No inicio foi o
pau brasil, com o passar do tempo foram surgindo outras fontes de recursos e
mais e mais pessoas foram aqui se estabelecendo, pois o local possuía bom porto
e boa localização facilitando contato com outras localidades da região.
Com a chegada
de Álvaro da Costa veio o projeto dos primeiros engenhos de açúcar e como é sabido esses não progrediram como esperava
o governador que fez a doação da sesmaria. Com o fracasso o Álvaro da Costa
teve que deixar a sesmaria e seus herdeiros não promoveram o desenvolvimento do
lugarejo.
Quase cem anos
depois surge um novo donatário e os engenhos de açúcar foram surgindo aos montes.
A região passou a ser um celeiro de prosperidade, mas, após o filho do novo
proprietário, Bartolomeu Gato, ser atingido por uma flecha em escaramuça com os
índios e vindo a falecer, seu pai o proprietário do lugar, concluiu a
construção da Igreja de São Bartolomeu e deixou Maragogipe em 1658.
O açúcar era o
produto de interesse econômico de Portugal, mas passou a ser produzido em
outros locais tornando a atividade desinteressante para a economia local,
causando um esfriamento na economia da época. Então, como alternativa a região
passou a explorar a mandioca e a plantação de fumo até que o café chegou a
Maragogipe e outros locais produtores e os nossos engenhos perderam força
produtiva causando um esfriamento na economia local. Nesse ambiente surgiram
outras alternativas econômicas e a região passou a explorar a plantação de mandioca
e fumo até que o café finalmente chegou a Maragogipe, proporcionando nova fase
de prosperidade, chegando a conquistar para nossa cidade dois títulos em
exposições internacionais.
Com a crise
que se abateu sobre o ciclo do café deixamos de produzi-lo e foi então que surgiram
os primeiros fabricos de charutos que motivaram a criação das primeiras
fábricas de charutos de Maragogipe com destaque para a primeira dos Vieira de
Melo(1852) e depois com Dannemann (1892)
e Suerdieck(1905). A Dannemann foi
encampada pela Suerdieck em 1949.
A produção de
charutos foi o principal móvel da economia local por quase um século até que
Suerdieck também teve seu declínio e extinção em 1992.
A Uma observação: a Fábrica Dannemann em Maragogipe ficava situada no
centro histórico da cidade, na Praça Conselheiro Antônio Rebouças, ao lado do
Prédio da Casa de Câmara e Cadeia. Eram dois prédios construídos em datas
diferentes 1892 e 1895, mas unidos.
Abílio Ubiratan
Jul/2024
quarta-feira, 26 de junho de 2024
SIMBOLOS OFICIAIS DE MARAGOGIPE
SÍMBOLOS OFICIAIS
do Município
de
Maragogipe
LEI Nº 5/73
Cria o Brasão do Município
de Maragogipe.
A CAMARA DE
VEREADORES DO MUNICÍPIO DE MARAGOGIPE
D E C R E T A:
Art. 1º - Fica instituído
o Brasão Oficial do Município de
Maragogipe
§
1º - O Escudo em azul contém seis (6) estrelas prateadas representando os seis
Distritos do Municipio: Séde, Nagé, Coqueiros, Guapira, Guaí e São Roque. No
campo vermelho ao lado uma faixa branca significando o rio Quelembe, a figura
de um índio com a flecha, indicando a participação nativa na formação do
Município: ao lado direito ainda em campo vermelho a Igreja de São Bartolomeu
Patrono e Padroeiro do Município. Ao centro em campo verde uma palmeira a simbolizar
um título que geração passada lhe outorgou: Cidade das Palmeiras, seguindo-se a
Legenda em letras legíveis “Cidade Patriótica”, título conferido pelo Imperador
ao Bravo Povo Maragogipano pela participação heroica nas lutas da Independência
e Guerra do Paraguai.
§
2º - Suportes: Dois ramos, sendo um, do lado esquerdo de café e no lado direito
de fumo, representando a economia da região na época do Império.
Art. 2º - A Insígnia:
Coroa Imperial de prata com quatro torres, de Município.
Art. 3º - Legenda: Um
listel vermelho em Letras brancas:
MARAGOGIPE e em letras pretas 8 de maio de 1850, data da emancipação
Politica do Município.
Art. 4º - Cores: A cor
azul representa o céu de anil das noites estreladas de Maragogipe, o
Branco: o rio, a paz, a harmonia entre
os filhos da terra abençoada de D. Antonio Macedo Costa, o sussurro suave do
Rio Quelembe que se perde de quebrada em quebrada. O verde representa o campo
onde os humildes, onde os lavradores se debruçam cotidianamente em busca do
sustento para seus filhos. O vermelho, o sangue dos nossos antepassados
derramado heroicamente em defesa da nossa independência e na Guerra do
Paraguai, o vermelho ainda representa a cor do Manto Sagrado de São Bartolomeu.
Art. 5° - Esta Lei
entrará em vigor a partir da data de sua publicação.
Art. 6º - Revogam-se as
disposições em contrário.
Maragogipe, 23 de janeiro de
1973.
Ruben Guedes Guerreiro - Presidente
Nelson Luiz Santos Guerreiro -
Secretário
LEI Nº 6
Cria a Bandeira Municipal de Maragogipe
e dá outras providências.
A CAMARA DE VEREADORR4S DO
MUNICÍPIO DE MARAGOGIPE
D E C R E T A:
Art.
1º - Fica criada a Bandeira Municipal de Maragogipe, e sãos as suas cores:
azul, vermelho, branco e verde.
§
Único – No campo azul contém seis (6) estrelas representando os Distritos:
Séde-Nagé-Coqueiros-Guapira e São Roque. No campo vermelho uma palmeira
representando o Titulo que o povo lhe outorgou: “CIDADE DAS PALMEIRAS”. Ao
centro uma faixa branca representando o Rio e em letras verdes “CIDADE PATRIÓTICA”.
Art.
2º - O Executivo Municipal providenciará o feitio de várias Bandeiras para o
Paço Municipal, Escolas Públicas e Associações.
Art.
3º - Fica aberto o crédito especial de Cr$1.500,00 (um mil e quinhentos
cruzeiros), para atender as despesas com o preparo das primeiras Bandeiras.
Art.
4º - Revogam-se as disposições em contrário.
Maragogipe, 23 de janeiro
de 1973.
Ruben Guedes Guerreiro - Presidente
Nelson Luiz Santos Guerreiro -
Secretário
Lei
004/2001
“Oficializa a Letra e Música do Poeta Flávio
Lima como Hino Oficial de Maragojipe, obriga o seu ensino e divulgação nos
Estabelecimentos Municipais de Ensino e dá outras providências”
O
PREFEITO MUNICIPAL DE MARAGOJIPE, ESTADO DA BAHIA, no
uso de suas atribuições legais, faz saber que a CÂMARA DE VEREADORES aprovou e ele sancionou a seguinte Lei:
Art. 1º - Fica oficializado como Hino de
Maragojipe, a composição do Poeta Flávio Lima, com a seguinte letra:
Somos os filhos da Pátria querida
Terra Bendita que nos viu nascer
E só por
ela, iremos à luta
Bem
resolutos, lutar e vencer.
Nada nos
leva jamais a recuar
Pois
nosso peito é grande como o mar
Pode
conter nosso Brasil gigante
Cada vez,
cada vez mais triunfante!
Sabeis
de onde nós somos
Com
muito orgulho diremos:
da
Cidade das Palmeiras
A quem
tanto bem queremos.
Um
pedacinho da Bahia
Centelha
deste Brasil
Onde o Cruzeiro
Luzente Vê-se bem no
céu de anil.
Art. 2º - Ficam os Estabelecimentos de
Ensino, obrigados a incluir no seu
Currículo Pedagógico, o ensino e divulgação do Hino.
Art. 3º - Nas solenidades Municipais ou
quaisquer outras que se caracterize a participação do Município, será
obrigatória a execução deste Hino.
Art. 4º - Fica a Câmara de Vereadores de
Maragojipe obrigada a fazer a divulgação do Hino Oficial nas entidades e em
todas as repartições públicas do Município.
Art. 5º - Esta Lei entrará em vigor na data da
sua publicação, revogando-se as disposições em contrário.
Gabinete do Prefeito, 25 de Abril de 2001.
RAIMUNDO
GABRIEL DE OLIVEIRA
Prefeito
de Maragojipe
domingo, 5 de maio de 2024
ANOTAÇÕES DIA DA FESTA
Recorte de velha anotação sobre a festa do Padroeiro da Cidade das Palmeiras
“Do dia da Festa
A festa do Apostolo S. Bartholomeo se fará no seu próprio dia 24 de
agosto de
cada anno, ou n’aquelle em que por deliberação da Meza, esta assertar
deve
ser, para o que, um mez antes da mencionada Festividade, se reunirá a
dita
Meza na Sacristia, ou Consistório da sua Matriz, afim de tratar sobre
tal
objeto, a respeito do qual deverá ter em vista, que esta solenidade se
faça
sempre que se possa com Novenas, exposição do Santíssimo Sacramento no
dia da Festa, Missa cantada, Sermão e Procissão a ́tarde, pelas ruas d’esta Cidade, preparando-se com o maior ornato o Altar-Mor, Throno, e armação na Igreja, no qual assistirão todos os Irmãos com suas capas e tochas, e de tarde acompanharão a Procissão do mesmo modo, na qual segurarão nas varas do palio.”
In ARQUIVO PÚBLICO DO
ESTADO DA BAHIA. Inventário dos documentos do Governo da Província. II Parte.
Seção de Arquivos coloniais e provinciais. Correspondência recebida de Vigários
de diversas freguesias. Irmandade de São Bartolomeu de Maragogipe. Maço: 5260.
(Mantida a grafia da
época)
APROVAÇÃO DO COMPROMISSO
O arcebispo da Bahia dom ROMUALDO ANTÔNIO DE SEIXAS foi quem
aprovou na forma de lei o Compromisso da irmandade de São Bartolomeu, padroeiro
da Igreja Matriz da cidade de
Maragogipe, no dia 11 de setembro de 1851.
In mesmo documento.
quarta-feira, 31 de janeiro de 2024
O CARNAVAL ESTÁ CHEGANDO
RECORDAÇÕES
E LEMBRANÇAS DE ANTIGOS CARNAVAIS NA CIDADE DAS PALMEIRAS
Segundo o Jornal Nova Era no ano
de 1887 a Filarmônica Terpsycore, fundada em 1880, criou um bloco de
fantasiados e mascarados denominado de Filhos da Terpsycore e aí teve inicio
oficialmente o Carnaval de Maragogipe, tendo em vista que até aquele ano, na
época do carnaval, em Maragogipe se realizava o entrudo. Com base no registro
acima podemos dizer que o Carnaval de Maragogipe tem pouco mais de cem anos.
Dessa época são memoráveis os blocos que se denominavam cordões sendo os mais
destacados um cordão formado só de mulheres que exerciam a profissão mais
antiga do mundo. Também da mesma ocasião era o Bloco do Silêncio que deu origem
ao Bloco das Almas, este existente até hoje e que mantém a tradição de se
organizar na porta do cemitério e depois percorrer as principais ruas da cidade
que atualmente ocorre na noite de sexta-feira e que no inicio acontecia zero
hora de sábado de carnaval. Merece destaque também um clube que fez grande sucesso
na cidade que foi o Club dos Alemães e que veio a se transformar e evoluir para
Radio Clube Maragogipano. Realizando grandes bailes a fantasias na década de
1950 tivemos ainda a Associação Atlética Maragogipana todos realizando bailes a
fantasias para seus associados.
Nas ruas da cidade nos dias de
Carnaval desfilaram com grande animação inúmeros blocos e cordões a exemplo dos
blocos dos Nagôs e dos Assustados. Ao lado dos blocos também desfilaram com
grande sucesso os ternos com destaque para: Marujas, Espanholas, Turcas e Fauna
e mais os ranchos do Macacão sempre com a presença de mascarados fantasiados,
pierrôs, colombinas. Nessa época as filarmônicas realizavam passeatas pelas
ruas da cidade promovendo muita musica e alegria.
Um velho costume de antigos
carnavais na Cidade era o de grupo de caretas e mascarados entrando de casa em
casa nos dias de carnaval numa demonstração de que Maragogipe sempre foi uma
cidade ordeira e hospitaleira.
No inicio da década de 1950 com a
Associação Atlética e o Radio Club realizando bailes à fantasia para seus
associados o carnaval de rua na cidade perdeu animação só retornando em 1955
quando foi criado o Trio Oriente de Dica, Quinande e Cândido que trouxe uma
dinâmica nova para o nosso carnaval.
Com o “O Trio de Dica” o carnaval
de rua na cidade ganhou movimentação e animação. Mas, quando o trio passou a
sair para tocar em outras cidades novamente o nosso carnaval perdeu força,
apesar de manter a velha tradição dos mascarados e das fantasias artesanais que
levaram o nosso carnaval a ser tombado como bem imaterial. A propósito da saída
do trio para tocar em outras cidades ocorria uma coisa singular em Maragogipe.
Na quarta-feira quando o trio retornava os foliões locais esperavam o trio na
entrada da cidade e então faziam um novo carnaval na quarta-feira de cinzas.
Alegando falta de recursos para
manutenção do carnaval alguns Prefeitos tentaram mudar o carnaval de
Maragogipe. Assim, na década de 1970 houve a primeira tentativa com a
Prefeitura criando um “trio Municipal” não deu certo, pois o população além de
não prestigiar o trio criado ainda o apelidou de “me raspe” e o mesmo morreu no
nascedouro. Na década de 1990 nova tentativa foi feita alegando custo alto para
a manutenção da festa, propondo-se mudar o nosso carnaval para a época das
micaretas das outras cidades também não deu certo. Uma tentativa mais ousada
ocorreu na entra do novo milênio e em 2002 a PMM anunciou que não haveria
Carnaval e sim micareta e a grande surpresa foi que a população tomou a si e
nos dias dom carnaval Maragogipe realizou seu carnaval tradicional, motivando o
sepultamento da ideia em definitivo.
Após todos os altos e baixos o
Carnaval de Maragogipe permaneceu firme e forte e finalmente em 2009 foi
tombado pelo IPAC como patrimônio Imaterial da Bahia, vale ressaltar que depois
dos estudos realizados para a comprovação da originalidade, alegria e tradição
do Carnaval de Maragogipe.
No momento esperamos que a
população uma vez mais mostre seu jeito de hospitaleira e participe dessa festa com animação deixando
claro que é uma gente que sabe “conservar
a tradição dos mascarados, pelas formas artesanais de produzir fantasias, de
patrocinar o riso e promover a representação da vida cotidiana”.
No mais é esperar o Carnaval
chegar para ser feliz no Carnaval da Cidade das Palmeiras.
Abílio Ubiratan
Jan/2024

