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sábado, 8 de março de 2025

 8 DE MARÇO - DIA INTERNACIONAL DA MULHER




Nossa homenagem a todas as mulheres pela passagem desta data. Um abraço para a Poetisa Profa. Marta Bandeira pela bela produção.

sábado, 11 de maio de 2024

LEMBRANÇAS QUE ANIMAM A CAMINHADA

 Como o tempo amanheceu chuvoso não pude fazer minha caminhada. Mexendo no velho PC encontrei uma preciosidade que muitas vezes declamei nos meus primeiros  anos de escola. Confesso que me emocionei com as lembranças que tive. Aproveito para mostrar para os que não conhecem a beleza dos versos do poeta Cassimiro de Abreu.

Meus oito anos

 Cassimiro de Abreu

 

 

Oh! que saudades que tenho

Da aurora da minha vida,

Da minha infância querida

Que os anos não trazem mais!

Que amor, que sonhos, que flores,

Naquelas tardes fagueiras

À sombra das bananeiras,

Debaixo dos laranjais!



Como são belos os dias

Do despontar da existência!

– Respira a alma inocência

Como perfumes a flor;

O mar é – lago sereno,

O céu – um manto azulado,

O mundo – um sonho dourado,

A vida – um hino d’amor!



Que aurora, que sol, que vida,

Que noites de melodia

Naquela doce alegria,

Naquele ingênuo folgar!

O céu bordado d’estrelas,

A terra de aromas cheia

As ondas beijando a areia

E a lua beijando o mar!



Oh! dias da minha infância!

Oh! meu céu de primavera!

Que doce a vida não era

Nessa risonha manhã!

Em vez das mágoas de agora,

Eu tinha nessas delícias

De minha mãe as carícias

E beijos de minhã irmã!



Livre filho das montanhas,

Eu ia bem satisfeito,

Da camisa aberta o peito,

– Pés descalços, braços nus –

Correndo pelas campinas

A roda das cachoeiras,

Atrás das asas ligeiras

Das borboletas azuis!



Naqueles tempos ditosos

Ia colher as pitangas,

Trepava a tirar as mangas,

Brincava à beira do mar;

Rezava às Ave-Marias,

Achava o céu sempre lindo.

Adormecia sorrindo

E despertava a cantar!



Oh! que saudades que tenho

Da aurora da minha vida,

Da minha infância querida

Que os anos não trazem mais!

– Que amor, que sonhos, que flores,

Naquelas tardes fagueiras

A sombra das bananeiras

Debaixo dos laranjais!




terça-feira, 26 de março de 2024

POESIA

 A Profa. Marta Bandeira cada dia mais me cativa com a sua peculiar amizade. A seguir publico o poema que ela fez em minha homenagem. Peço a Deus que aumente a inteligência a sabedorias da Profa. Marta Bandeira.


Tributo ao Historiador

 

Falar de Professor Bibito

É falar de um pesquisador

Alguém interessado na história

Do seu povo, do seu valor

 

Intelectual voltado à cultura

Sempre buscando o saber

Observando o passado

Para o presente entender

 

Diz que é apenas pesquisador

Mas, é um historiador nato

Ao seu grande conhecimento

Todos lhe são muito gratos

 

E assim Professor Bibito

Com sua mente vivaz

Oferece sua grande luz

Para nós, reles mortais!!!

 

 

Marta Bandeira


Aproveitando a oportunidade vai aqui também a homenagem que nossa querida Marta Bandeira fez ao nosso saudoso historiador Osvaldo Sá.



Maragogipe: Osvaldo Sá

 

 

Como falar de figuras ilustres

Cuja intelectualidade lhes é peculiar?

Como referir-me especialmente

A um conterrâneo de nome Osvaldo Sá?

 

Homem culto de valor ímpar

Em cuja mente a fertilidade se encerra

Registrado com amor

A história de uma terra

 

Terra à qual pertence

Cidade que demonstra amar

Como falar de Maragogipe

Sem citar Osvaldo Sá?

 

 

Marta Bandeira 

terça-feira, 31 de maio de 2022

POESIA

 Recebí do meu primo Ivon das Aldeias a colaboração a seguir que compartilho com meus leitores:


EM TODOS OS TEMPOS

(prosas em luminares)


Na “incelença” desses versos

Debruço-me nas horas breves

Procurando a passos miúdos

Um bom corrimão para me apoiar.


 E com o passar do tempo

 Aliso minhas rugas

 Com o dorso das mãos

 Numa felicidade sapiente.


Tudo isso passados

Todos esses sorvidos

Foram por muitos vividos

Em tempos corridos.


 E o tempo...

 O tempo são as horas

 Ou as horas são o tempo?


No final nós o vencemos

Deixando-o para trás 

Com os nossos vinis

As nossas vitrolas

Sorvendo amores escondidos.


© Copyright: Ivon das Aldeias