8 DE MARÇO - DIA INTERNACIONAL DA MULHER
Nossa homenagem a todas as mulheres pela passagem desta data. Um abraço para a Poetisa Profa. Marta Bandeira pela bela produção.
Este blog se propõe publicar e conservar documentos, informações, fotos, vídeos, que de alguma forma ajudem a contar a história de Maragogipe. Toda colaboração será bem aceita. Deixe seu comentário e compartilhe com os amigos.
Como o tempo amanheceu chuvoso não pude fazer minha caminhada. Mexendo no velho PC encontrei uma preciosidade que muitas vezes declamei nos meus primeiros anos de escola. Confesso que me emocionei com as lembranças que tive. Aproveito para mostrar para os que não conhecem a beleza dos versos do poeta Cassimiro de Abreu.
Meus
oito anos
Cassimiro de
Abreu
Oh! que saudades que tenho
Da aurora da minha vida,
Da minha infância querida
Que os anos não trazem mais!
Que amor, que sonhos, que flores,
Naquelas tardes fagueiras
À sombra das bananeiras,
Debaixo dos laranjais!
Como são belos os dias
Do despontar da existência!
– Respira a alma inocência
Como perfumes a flor;
O mar é – lago sereno,
O céu – um manto azulado,
O mundo – um sonho dourado,
A vida – um hino d’amor!
Que aurora, que sol, que vida,
Que noites de melodia
Naquela doce alegria,
Naquele ingênuo folgar!
O céu bordado d’estrelas,
A terra de aromas cheia
As ondas beijando a areia
E a lua beijando o mar!
Oh! dias da minha infância!
Oh! meu céu de primavera!
Que doce a vida não era
Nessa risonha manhã!
Em vez das mágoas de agora,
Eu tinha nessas delícias
De minha mãe as carícias
E beijos de minhã irmã!
Livre filho das montanhas,
Eu ia bem satisfeito,
Da camisa aberta o peito,
– Pés descalços, braços nus –
Correndo pelas campinas
A roda das cachoeiras,
Atrás das asas ligeiras
Das borboletas azuis!
Naqueles tempos ditosos
Ia colher as pitangas,
Trepava a tirar as mangas,
Brincava à beira do mar;
Rezava às Ave-Marias,
Achava o céu sempre lindo.
Adormecia sorrindo
E despertava a cantar!
Oh! que saudades que tenho
Da aurora da minha vida,
Da minha infância querida
Que os anos não trazem mais!
– Que amor, que sonhos, que flores,
Naquelas tardes fagueiras
A sombra das bananeiras
Debaixo dos laranjais!
A Profa. Marta Bandeira cada dia mais me cativa com a sua peculiar amizade. A seguir publico o poema que ela fez em minha homenagem. Peço a Deus que aumente a inteligência a sabedorias da Profa. Marta Bandeira.
Tributo ao Historiador
Falar de Professor
Bibito
É falar de um
pesquisador
Alguém interessado na
história
Do seu povo, do seu
valor
Intelectual voltado à
cultura
Sempre buscando o saber
Observando o passado
Para o presente
entender
Diz que é apenas
pesquisador
Mas, é um historiador
nato
Ao seu grande
conhecimento
Todos lhe são muito
gratos
E assim Professor
Bibito
Com sua mente vivaz
Oferece sua grande luz
Para nós, reles
mortais!!!
Marta Bandeira
Aproveitando a oportunidade vai aqui também a homenagem que nossa querida Marta Bandeira fez ao nosso saudoso historiador Osvaldo Sá.
Maragogipe: Osvaldo Sá
Como falar de figuras
ilustres
Cuja intelectualidade
lhes é peculiar?
Como referir-me
especialmente
A um conterrâneo de
nome Osvaldo Sá?
Homem culto de valor
ímpar
Em cuja mente a
fertilidade se encerra
Registrado com amor
A história de uma terra
Terra à qual pertence
Cidade que demonstra
amar
Como falar de
Maragogipe
Sem citar Osvaldo Sá?
Marta Bandeira
Recebí do meu primo Ivon das Aldeias a colaboração a seguir que compartilho com meus leitores:
EM TODOS OS TEMPOS
(prosas em luminares)
Na “incelença” desses versos
Debruço-me nas horas breves
Procurando a passos miúdos
Um bom corrimão para me apoiar.
E com o passar do tempo
Aliso minhas rugas
Com o dorso das mãos
Numa felicidade sapiente.
Tudo isso passados
Todos esses sorvidos
Foram por muitos vividos
Em tempos corridos.
E o tempo...
O tempo são as horas
Ou as horas são o tempo?
No final nós o vencemos
Deixando-o para trás
Com os nossos vinis
As nossas vitrolas
Sorvendo amores escondidos.
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