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Panorâmica de Maragogipe

sexta-feira, 2 de janeiro de 2026

 O GALÃ VENDEDOR DE ACAÇÁ


Meu amigo Tatay, colaborador deste blog, me contou um dia desse uma das muitas estórias que ouviu contar sobre um conhecido de sua família e que pela espiritualidade do mesmo achei interessante e aqui reproduzo para conhecimento dos meus leitores.

Yoyô, como era conhecido, era figura arreliada, como se dizia daqueles tempos. O sujeito tinha sempre um gracejo e astúcia  para provocar risos nos que lhe assistiam. Entre as qualidades  do Yoyô uma se destacava: não tinha vocação para viver de emprego fixo. Assim, sua vida era um rosário de estórias e situações engraçadas que ele criava sempre para tirar algum proveito e dessa maneira ir levando a vida na valsa.

Ele dizia que sua imaginação nunca lhe deixou na mão e dessa forma sobrevivia da sua astúcia. Experimentou de tudo e vivendo de pouso em pouso aprendeu como é preciso ter malícia para sobreviver uma vez que não aturava ter patrão. 

Certa feita, residia o Yoyô em Salvador e sem meios de sobrevivência aceitou ser vendedor de acaçá, ocupação que lhe obrigava sair pelas ruas do centro de Salvador, com tabuleiro na cabeça, vendendo seu produto e dessa forma ia ganhando que dava para comer.

Um belo dia soube que um cidadão morreu repentinamente e deixou um guarda roupa respeitável. Não pensou duas vezes. Procurou a família do falecido que lhe doou alguns ternos, todos em boas condições de uso. Como o nosso Yoyô era tirado a cantor, bom de papo e boa pinta apesar de narigudo, às vezes deixava o tabuleiro dos acaçás e trajava-se para ir ao centro de Salvador passear.  Nessa época a venda de acaçás passou a ser só pela manhã, pois, à tarde era só passeios com os ternos que ganhou do defunto.

Numa tarde de primavera, desfilava na Rua Chile, todo elegantemente de terno e gravata, sapato da moda quando deu de cara com Valdelice, jovem professora, solteira em ponto de casar, simpática, um anjo. Foi amor à primeira vista. Formou um namoro com a simpática professorinha e apresentou-se como Ten. Telegrafista do navio Almirante Barroso que estava em visita à Capital Salvador. Por alguns dias encontrou-se com a mocinha e firmou a amizade evitando sempre que podia desviar a dos convites que a moça lhe fazia para ir conhecer sua família. . 

Pois bem, certo dia bem cedo, como precisava trabalhar para poder ter o que comer,  pegou seu tabuleiro de acaçá e foi pra Baixa dos Sapateiros seu trecho de venda preferido. Mas, como Deus protege os inocentes e escreve certo por linhas tortas,  o sortudo tenente ia mercando seis acaçás quando  de repente sai de uma loja a simpática Valdelice. Foi o maior susto e o tabuleiro de acaçás que trazia na cabeça esparramou-se pelo chão e nosso amigo Yoyô esbaforido sumiu na multidão. Desceu o Taboão  e foi direto para a Baiana pegando o navio com destino a nossa Maragogipe, nunca mais o tenente telegrafista voltou a Salvador.

Certo é que, depois dessa, o nosso Yoyô, também conhecido pelo apelido de “Jorge Veiga”, pois imitava o cantor nas horas necessárias, nunca mais voltou a Salvador colocando um ponto final no casamento que já estava encaminhado com o Ten. Telegrafista. 

Foi isso mesmo,Tatay? 


Por Abílio Ubiratan 

Out2025/BJ




quinta-feira, 18 de dezembro de 2025

VILA DE CAPANEMA


 Atendendo a curiosidade de um amigo ai está o post quer publicamos no instagram a respeito do nome da sede da Vila do Guaí.

quarta-feira, 3 de dezembro de 2025

OS ALEMÃES E A ARQUITETURA DE MARAGOGIPE

 

 

Falar na arquitetura de Maragogipe no momento é  “como malhar em ferro frio”.  Há muito tempo assistimos a derrubada do nosso acervo arquitetônico e nada acontece, mesmo porque é costume antigo em nossa velha cidade se fazer modificações nos imóveis e até a derrubado total e os órgãos locais não tomam conhecimento, pois não há pedido de licença para reforma ou demolição.

O maior exemplo está na Rua Nova do Comércio, primeira rua da cidade, atualmente conhecida como D. Geni de Morais toda descaracterizada. Em outras ruas mais novas a sanha de modernismo é a mesma, velhos casarões vão sendo demolidos e a cidade vai ganhando uma arquitetura quadrada, dando ares de modernidade às novas fachadas sem nenhum vínculo com o nosso passado colonial.

Nessa onda modernizadora escapam os prédios que foram construídos pelos alemães de Dannemann e Suerdieck, no auge da era industrial dos charutos. É por isso  que temos vários prédios espalhados pela cidade e que embelezam o ambiente urbano e que resolvemos destacar:

Prédio situado na Rua Bernardino Borges, local onde funcionou por muito tempo a clinica São Bartolomeu e a Secretaria de Saúde de Maragogipe.  Construído pelo Alemão Gherard Meyer Suerdieck era conhecido da  população local  como Vila Suerdieck.

Ainda na mesma rua temos outra construção feita pelo alemão John Schinks, situado quase em frente ao prédio da antiga vila Suerdieck.

Na Rua D. Antônio Macedo Costa temos dois belos imóveis. O da família do saudoso Oscar Guerreiro, construído  pelo alemão Kurt Wippermann e outro no final da mesma rua, em frente à Ladeira São Pedro  que muitos pensavam que era alemão seu construtor, mas o Sr Eloy da Silva era brasileiro só que falava fluentemente alemão, daí a confusão.

Na Rua Júlio dos Santos Sá tem outro casarão, onde hoje está a sede da FUNDAÇÃO OSVALDO SÁ, pertencente aos herdeiros do historiador Osvaldo Sá, construído pelo alemão: Karl Kasperral.

Já os alemães da firma Dannemann  residiram no sobrado que pertence ao Sr. Manoel da Venda, na Travessa Capitão Mor, não temos notícia quem foi seu construtor.

Ai temos mais um resumo de anotações antigas sobre a  nossa terra e que pulicamos para aqueles que admiram nossa história.

Abílio Ubiratan

NOV/2025/bj

terça-feira, 21 de outubro de 2025

DIA DO PROFESSOR

 Por ocasião da passagem do Dia do Professor, no último dia 15, recebí algumas mensagens de ex-alunos sempre pelo zap e a grande maioria em mensagens de voz. Uma me chamou atenção e aproveito para repassar para meus leitores mesmo porque  foi em texto pelo facebook. Leiam a seguir: