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Panorâmica de Maragogipe

sábado, 18 de julho de 2026

 QUEM FOI PORFÍRIO QUEIROZ


Hoje recebi a visita de uma estimada colega pedindo nossa colaboração para um trabalho escolar de uma estudante local. Encontrei alguma dificuldade para atendê-la e somente depois lembrei-me que o nosso conterrâneo PORFÍRIO QUEIROZ foi um dos fundadores da nossa estimada Filarmônica Terpsicore Popular, fundada em 13 de Junho de 1880. Consultando o livro Filarmônica Terpsicore Popular - Sua Vida sua História consegui algumas informações que passei para colega as quais transmito aqui, pois, outros estudantes podem precisar também.

Eis o pequeno post que passamos para a jovem 

sexta-feira, 2 de janeiro de 2026

 O GALÃ VENDEDOR DE ACAÇÁ


Meu amigo Tatay, colaborador deste blog, me contou um dia desse uma das muitas estórias que ouviu contar sobre um conhecido de sua família e que pela espiritualidade do mesmo achei interessante e aqui reproduzo para conhecimento dos meus leitores.

Yoyô, como era conhecido, era figura arreliada, como se dizia daqueles tempos. O sujeito tinha sempre um gracejo e astúcia  para provocar risos nos que lhe assistiam. Entre as qualidades  do Yoyô uma se destacava: não tinha vocação para viver de emprego fixo. Assim, sua vida era um rosário de estórias e situações engraçadas que ele criava sempre para tirar algum proveito e dessa maneira ir levando a vida na valsa.

Ele dizia que sua imaginação nunca lhe deixou na mão e dessa forma sobrevivia da sua astúcia. Experimentou de tudo e vivendo de pouso em pouso aprendeu como é preciso ter malícia para sobreviver uma vez que não aturava ter patrão. 

Certa feita, residia o Yoyô em Salvador e sem meios de sobrevivência aceitou ser vendedor de acaçá, ocupação que lhe obrigava sair pelas ruas do centro de Salvador, com tabuleiro na cabeça, vendendo seu produto e dessa forma ia ganhando que dava para comer.

Um belo dia soube que um cidadão morreu repentinamente e deixou um guarda roupa respeitável. Não pensou duas vezes. Procurou a família do falecido que lhe doou alguns ternos, todos em boas condições de uso. Como o nosso Yoyô era tirado a cantor, bom de papo e boa pinta apesar de narigudo, às vezes deixava o tabuleiro dos acaçás e trajava-se para ir ao centro de Salvador passear.  Nessa época a venda de acaçás passou a ser só pela manhã, pois, à tarde era só passeios com os ternos que ganhou do defunto.

Numa tarde de primavera, desfilava na Rua Chile, todo elegantemente de terno e gravata, sapato da moda quando deu de cara com Valdelice, jovem professora, solteira em ponto de casar, simpática, um anjo. Foi amor à primeira vista. Formou um namoro com a simpática professorinha e apresentou-se como Ten. Telegrafista do navio Almirante Barroso que estava em visita à Capital Salvador. Por alguns dias encontrou-se com a mocinha e firmou a amizade evitando sempre que podia desviar a dos convites que a moça lhe fazia para ir conhecer sua família. . 

Pois bem, certo dia bem cedo, como precisava trabalhar para poder ter o que comer,  pegou seu tabuleiro de acaçá e foi pra Baixa dos Sapateiros seu trecho de venda preferido. Mas, como Deus protege os inocentes e escreve certo por linhas tortas,  o sortudo tenente ia mercando seis acaçás quando  de repente sai de uma loja a simpática Valdelice. Foi o maior susto e o tabuleiro de acaçás que trazia na cabeça esparramou-se pelo chão e nosso amigo Yoyô esbaforido sumiu na multidão. Desceu o Taboão  e foi direto para a Baiana pegando o navio com destino a nossa Maragogipe, nunca mais o tenente telegrafista voltou a Salvador.

Certo é que, depois dessa, o nosso Yoyô, também conhecido pelo apelido de “Jorge Veiga”, pois imitava o cantor nas horas necessárias, nunca mais voltou a Salvador colocando um ponto final no casamento que já estava encaminhado com o Ten. Telegrafista. 

Foi isso mesmo,Tatay? 


Por Abílio Ubiratan 

Out2025/BJ




quinta-feira, 18 de dezembro de 2025

VILA DE CAPANEMA


 Atendendo a curiosidade de um amigo ai está o post quer publicamos no instagram a respeito do nome da sede da Vila do Guaí.

quarta-feira, 3 de dezembro de 2025

OS ALEMÃES E A ARQUITETURA DE MARAGOGIPE

 

 

Falar na arquitetura de Maragogipe no momento é  “como malhar em ferro frio”.  Há muito tempo assistimos a derrubada do nosso acervo arquitetônico e nada acontece, mesmo porque é costume antigo em nossa velha cidade se fazer modificações nos imóveis e até a derrubado total e os órgãos locais não tomam conhecimento, pois não há pedido de licença para reforma ou demolição.

O maior exemplo está na Rua Nova do Comércio, primeira rua da cidade, atualmente conhecida como D. Geni de Morais toda descaracterizada. Em outras ruas mais novas a sanha de modernismo é a mesma, velhos casarões vão sendo demolidos e a cidade vai ganhando uma arquitetura quadrada, dando ares de modernidade às novas fachadas sem nenhum vínculo com o nosso passado colonial.

Nessa onda modernizadora escapam os prédios que foram construídos pelos alemães de Dannemann e Suerdieck, no auge da era industrial dos charutos. É por isso  que temos vários prédios espalhados pela cidade e que embelezam o ambiente urbano e que resolvemos destacar:

Prédio situado na Rua Bernardino Borges, local onde funcionou por muito tempo a clinica São Bartolomeu e a Secretaria de Saúde de Maragogipe.  Construído pelo Alemão Gherard Meyer Suerdieck era conhecido da  população local  como Vila Suerdieck.

Ainda na mesma rua temos outra construção feita pelo alemão John Schinks, situado quase em frente ao prédio da antiga vila Suerdieck.

Na Rua D. Antônio Macedo Costa temos dois belos imóveis. O da família do saudoso Oscar Guerreiro, construído  pelo alemão Kurt Wippermann e outro no final da mesma rua, em frente à Ladeira São Pedro  que muitos pensavam que era alemão seu construtor, mas o Sr Eloy da Silva era brasileiro só que falava fluentemente alemão, daí a confusão.

Na Rua Júlio dos Santos Sá tem outro casarão, onde hoje está a sede da FUNDAÇÃO OSVALDO SÁ, pertencente aos herdeiros do historiador Osvaldo Sá, construído pelo alemão: Karl Kasperral.

Já os alemães da firma Dannemann  residiram no sobrado que pertence ao Sr. Manoel da Venda, na Travessa Capitão Mor, não temos notícia quem foi seu construtor.

Ai temos mais um resumo de anotações antigas sobre a  nossa terra e que pulicamos para aqueles que admiram nossa história.

Abílio Ubiratan

NOV/2025/bj

terça-feira, 21 de outubro de 2025

DIA DO PROFESSOR

 Por ocasião da passagem do Dia do Professor, no último dia 15, recebí algumas mensagens de ex-alunos sempre pelo zap e a grande maioria em mensagens de voz. Uma me chamou atenção e aproveito para repassar para meus leitores mesmo porque  foi em texto pelo facebook. Leiam a seguir:



segunda-feira, 6 de outubro de 2025

AGORA É LEI

 Aqueles que mesmo sabendo que estavam errados, por pirraça, gravavam o nome de nosso município com  J vão ter que mudar para a grafia correta com G como estabelece  a reforma ortográfica de 1942 e Lei proposta pelo nobre Vereador Marcelo Borges. 

Para esses reformistas resta o consolo de escrever o nome maragojipe quando, por exemplo, se referir ao café Maragojipe, hotel Maragojipe, mas quando se tratar do nome da Cidade de Maragogipe, Camara de Vereadores de Maragogipe,  Casa da Cultura de Maragogipe o correto é Maragogipe que é a grafia do topônimo, nome histórico e tradicional.

Parabéns Vereador Marcelo Borges!


Por Abílio Ubiratan 

quinta-feira, 2 de outubro de 2025

NOMES DAS RUAS DE MARAGOGIPE

 

 

É comum nas cidades e até nas capitais, pelo Brasil a fora, as ruas serem identificadas com nomes de vultos históricos, nome de políticos, de santos, datas históricas e também com nomes dados pelo povo. A nossa cidade não foge a esse costume. Assim, aqui temos denominações de todo tipo: de “quebra pescoço” a outras denominações impublicáveis como é a denominação de uma ruela no bairro da Comissão.

Semana passada um grupo de alunos me procurou pedindo ajuda para relacionar as principais ruas de nossa cidade ligadas a pessoas famosas, santos, datas históricas e outras curiosidades. Verificando o nosso mapa urbano localizamos o centro da cidade e fomos identificando as principais e elaboramos a relação que transcrevemos a seguir:

 1) Rua São Bartolomeu – vai da loja de Genaro até a Rua visconde de Macaé. Essa rua antes da denominação atual já foi chamada de Rua do Armazém em razão do grande numero de casas comerciais, como até hoje. Passou a chamar-se de “rua dos quebrados” em razão dos inúmeros comerciantes que não prosperaram no comércio e faliram e na época se denominava “quebrar”. Finalmente, a pedido por documento assinado, a população pedir e passar a ser Rua São Bartolomeu, homenagem justa ao Padroeiro de Maragogipe.

2)Praça Cons. Antônio Pereira Rebouças – O nome dado a essa praça é uma homenagem a um dos mais notáveis maragogipanos. Destacado por sua inteligência teve grande participação, representando Maragogipe, na Junta de Resistência, situada na cidade de Cachoeira ai exercendo a função de Secretário na época da Independia da Bahia. Por sua atuação D. Pedro II lhe concedeu o título de Conselheiro e a autorização para que exercesse a profissão de advogado, sem ter cursado a escola de direito.

3) Rua Cel. Antônio Felipe de Melo – Uma das ruas mais compridas da cidade. Tem inicio logo após a Suerdieck vai até a Igreja de N.S. de Nazaré, no bairro do Cai-já. O homenageado foi um destacado politico maragogipano e chegou a exercer o mandato de Conselheiro Municipal, na função de Presidente, por vários mandatos. Na época a função correspondia como se fosse Presidente da Câmara e Prefeito ao mesmo tempo.

4)Rua 16 de Fevereiro – Tem inicio na esquina do  Largo Sebastião Pinho e vai até a esquina da praça Maestro Heráclio Guerreiro. A denominação é uma homenagem à data em que o Conde de Sabugosa assinou o ato que elevou a Freguesia de São Bartolomeu de Maragogipe à condição de Vila da Freguesia de São Bartolomeu de Maragogipe: 16 de Fevereiro de 1724.

5)Rua Perciliana Alves Albegaria – Essa rua depois de receber vários nomes, inclusive do Governador Rodrigues Lima, já se chamou Rua Augusta, Terpsycore e por fim, merecidamente o nome atual em homenagem a uma mulher do povo que foi responsável por um numero muito grande de partos em nossa cidade quando não dispúnhamos de médico e nem hospital.

6) Rua D. Gení de Morais – Vai do pé da ladeira da sede da Dois de Julho até a esquina do Cafona. Segundo a história essa foi a primeira rua da cidade e chamava-se na época: Rua Nova do Comércio que depois foi mudado para o nome atual: Rua D. Geni Morais, homenagem a uma maragogipana que se destacou na época da fundação do Hospital da Santa Casa de Misericórdia, auxiliando o Dr. Antônio Plácido Rocha na sua luta para a concretização de tão importante obra para Maragogipe.

7) Rua Mons. Adolfo Cerqueira – Essa rua vai da esquina do Posto de Saúde Domingos Guedes (Areal) até a Praça D. Agusto Álvaro da Silva (2 Filho). Filho de Maragogipe veio a ser pároco em sua cidade. O Pe. Adolfo José da Costa Cerqueira nasceu em Maragogipe no dia 28 de Agosto de 1857 e faleceu, na mesma cidade, em 11 de Abril de 1929.  Como sacerdote foi um destacado pastor para a população católica de Maragogipe Os que com ele conviveram dizia que ele era uma pessoa atenciosa e virtuosa ao extremo sendo até considerado por muitos como um verdadeiro santo. O nome dado a essa pequena rua é mais do que uma homenagem é o reconhecimento do valor humano desse sacerdote.

8) Dr. Plácido Rocha – A Praça das Palmeiras, local onde foi construído Hospital da Santa Casa de Misericórdia, presta uma singular homenagem a um cidadão que mesmo não sendo maragogipano aqui exerceu a função de Juiz e segundo registros da época ao final da sua jornada de trabalho, todos os dias, percorria o comércio, de porta em porta, com livro de ouro, pedindo contribuição para a construção do Hospital da Santa, tendo conseguido realizar seu intento antes de deixar Maragogipe.

9) Largo Sebastião Pinho – Bairro do Cai-já. Conta a lenda que a homenagem prestada a esse senhor se deu pelo fato de ter ele estado em Maragogipe por ocasião do grande incêndio que destruiu 52 casas de palhas do antigo Largo do Dique,  ocorrido no dia 11 de Novembro de 1891. Nesse  dia no Largo do Dique, denominação antiga do Largo Sebastião Pinho, não sobrou nenhuma choupana e o bondoso senhor contratou o Sr. João Primo Guerreiro para proceder à reconstrução das casas queimadas no sinistro dispendendo em moeda da época cinco contos reis enquanto que a prefeitura local disponibilizou dois contos de reis para a reconstrução das casas sinistradas. A denominação do largo é uma justa homenagem ao benfeitor: Sebastião Pinho.

10) Rua Gerhard Meyer Suerdieck – Começa na esquina da Casa da Cidadania na Praça Brigadeiro Seixas e vai até a Praça 2 de Julho no Centro de Abastecimento Iguatemi. Industrial de origem alemã aqui entre nós constituiu família com uma maragogipana e teve quatro filhos. Desenvolveu um parque industrial que na fase áurea da produção de charutos deu emprego direto há mais de três mil maragogipanos. Sua empresa foi por quase um século o grande sustentáculo da economia de Maragogipe. Graças ao espirito empreendedor do alemão Maragogipe teve seu serviço de energia elétrica, clube social, ginásio e vários prédios que ainda hoje atestam a importância daquele industrial para vida de nossa cidade.  

A relação não se esgota com as denominações acima. As ruas que relacionamos não segue nenhum padrão foram escolhidas aleatoriamente, pois, temos uma centena de ruas e dentre essas algumas com denominação inexplicável, porquanto em nenhum momento encontramos razão para a homenagem. Não entendemos a razão para por exemplo, Rua Moreira Cezar, General Pedra e outros mais, quando esquecemos de homenagear: Anísio Malaquias, Oscar Guerreiro e tantos outros conterrâneos.

Com o tempo publicaremos mais algumas ruas e seus homenageados.

 

 

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segunda-feira, 1 de setembro de 2025

A VIDA DE SÃO BARTOLOMEU

 


   O novo e-book publicsdo é a reprodução de um folheto, muito antigo, encontrado em meu arquivo pessoal. Esse material é mais uma colaboração nossa no sentido de ilustrar a mente dos que ainda teimam em mudar a feição tradicional da nossa festa maior. Chamo atenção para a linguagem que era utilizada quando o redator se referia ao nosso Padroeiro. Leiam e tire suas conclusões.  

    Aguardem a publicação de um outro folheto intitulado: O CULTO DE SÃO BARTOLOMEU em Maragogipe. A demora é só enquanto terminamos a recuperação do original.

SET/2025/BJ.


domingo, 31 de agosto de 2025

MARAGOGIPE precisa de um museu municipal

 


Foto antiga da Casa de Câmara e Cadeia de Maragogipe


Nos últimos anos tem crescido o número de jovens que procuram o ensino superior em toda região do Recôncavo Baiano e isso tem proporcionando a abertura de novas faculdades na região. O aumento na oferta de cursos superiores proporciona a produção de trabalhos nos finais dos cursos dando oportunidade aos estudantes  concluintes  para escreverem  os TCC sobre assuntos variados fortemente ligados à vida dos muitos municípios da região especialmente os mais antigos que são fonte de uma história muito rica.

Em alguns desses municípios existe museu municipal nos quais os pesquisadores  encontram informações. Naqueles que  não dispõem de museu recorrem a pessoas da comunidade que se dedicam ao estudo da história local. 

Em Maragogipe buscam informações na Casa  da Cultura que dispõe de uma biblioteca e muitas vezes não encontram o  que precisam e quando encontram jornais antigos, por exemplo, estão mal acondicionados de forma precária com risco de se perderem. 

 Ao longo do tempo muitas são as reclamações  para que se organize o museu municipal da Terra das Palmeiras enquanto ainda dá prá aproveitar o que nos resta de documentos, Fotografias, jornais antigos e outros materiais  que falam sobre nossa história e nossas tradições. Esta bandeira defendemos há  mais de vinte anos e não conseguimos ver realizado nosso sonho. Fica aqui nossa sugestão: Maragogipe precisa de um museu municipal. Com urgência!

 

Abílio Ubiratan 

Ago/2025/BJ

sexta-feira, 18 de julho de 2025


 

CORETO DA PRAÇA DA MATRIZ


Um dos cartões postais da Cidade de Maragogipe

Construído  no ano de 1925 no fundo da Matriz de São Bartolomeu. A Comissão encarregada composta por Vitoriano Alves de Souza, Claudionor José Fernandes e José Luiz Paranhos, E foram mestres construtores: Damião Francisco da Silva e João Paulo de Oliveira.

Tem aproximadamente 12 metros de altura da base até o capitel, com oito colunas de sustentação da abóboda, possuindo ainda nos quatro cantos colunas encimadas  por globos de iluminação elétrica.

No início da escada de acesso existem dois índios, em miniatura, um  em cada lado do corrimão.

A subida se dá por uma escada de frente para a Rua D. Antônio Macêdo Costa, conhecida também como Rua do Fogo porque era nessa rua que se realizava o chamado "fogo de planta" na terça-feira da Festa do nosso Padroeiro São Bartolomeu.

Fica bem ao lado do prédio do Fórum Dr. Raul Chaves. Este prédio é uma construção do ano de 1852 e originalmente foi sede da primeira fábrica de charutos de Maragogipe a Vieira de Melo.

Nesse coreto por muitos anos realizaram-se as retretas, em dias alternados, com participação das Filarmônicas: Terpsícore Popular  e 2 de Julho  nas novenas da festa de São Bartolomeu, tradição que desapareceu.

Foi o referido coreto palco de memoráveis comícios e atualmente em seu entorno realizam-se grandes shows em ocasiões variadas.


Por Abílio Ubiratan


quinta-feira, 10 de julho de 2025

 Recordação  de velho São João 


Já vai longe a memória dos antigos São João de Maragogipe. Era uma festa de padrão maragogipano.  As casas abertas, fogueira queimando na porta, dentro de casa a alegria e aquele ambiente camaradeiro próprio  dos moradores da velha cidade. Era assim.. De vez em quando um grupo gritava à porta:” São João passou por aqui?”  E prontamente alguém gritava lá de dentro: “Entre”  então, comia-se e bebia-se à vontade. 


Certa feita um grupo de amigos saíu festejando o São João e, no início da noite, em algum ponto da cidade, soltaram uma espada que atingiu a rede de distribuição de energia elétrica causando falta de energia em toda cidade. Mesmo com a cidade às escuras,  o grupo continuou visitando as casas. Foi daí que entraram em uma casa na Rua dos Quebrados, comeram e beberam e ao saírem encontraram  armada uma fogueira  na porta do vizinho ao lado. Tiveram a idéia de desarmar a fogueira da porta de um e armar na porta do outro e  depois de feita a lambança, acenderam a fogueira e afastaram-se para ver o resultado da brincadeira. Não sabiam que os vizinhos eram inimigos mortais como se dizia na época. O resultado foi que se formou entre as duas famílias a maior confusão quando perceberam a fogueira queimando. O resultado foi que quase termina  em tragédia.

Ainda hoje quando se encontram os amigos do grupo lembram do acontecido e riem da situação, mas na época deu prá preocupar.


Viva São João!

Maragogipe,jun/2020/bj


sábado, 5 de julho de 2025

TEXTO PREGÃO 2025


 

PREGÃO

 




O PREGÃO DA FESTA

e sua história

 

 

 Para a V.I. Irmandade de São Bartolomeu de Maragogipe.

 

Hoje, primeiro sábado do mês de julho do ano de 2025, uma vez mais, está sendo divulgado o Pregão da Festa de São Bartolomeu de Maragogipe 2025. Considerando que muita gente desconhece a história deste evento aqui segue uma rápida explicação sobre o pregão que se repete em Maragogipe há tantos anos.

Primeiro devemos considerar que os tais pregões eram realizados na Europa muito antes da idade Média. Era uma forma de comunicação pública, pois na época não existia imprensa. Devemos levar em conta que essa foi uma tradição trazida para cá pelos exploradores portugueses e que com pequenas modificações chegou aos nossos dias.

 Os pregões eram realizados por uma pessoa ou grupo de pessoas que fantasiado, inclusive caretas, para chamar atenção e acompanhado de instrumentos de percussão se dirigia aos locais de maior frequência de pessoas para falar em voz alta os anúncios e notícias que diziam respeito ao interesse dos vilarejos, das vilas, etc. Era assim que toda vez que fosse preciso a divulgação de: normas e regulamentos; alertas de perigo; anúncios de festas e celebrações religiosas; e, até quando era preciso o anuncio pela igreja das indulgências saia um pregão.

Apesar do papel de relevância os pregões sofriam crítica, pois não atingiam a toda a população com a originalidade da notícia ou informação possibilitando distorção das informações transmitidas ao passar de uma pessoa para outra já que o pregoeiro não falava a todos diretamente. Com o advento da imprensa a forma original dos pregões sofreu modificações e passou-se a produzir um impresso que é distribuído a todos com a vantagem de poder ser guardado e lido quantas vezes possíveis até o entendimento.

Assim, aí temos um pequeno relato da origem do “pregão de festa” que em Maragogipe mantem a tradição e é preservado com muito carinho, porque diz respeito à Festa do nosso INCLITO PADROEIRO SÃO BARTOLOMEU, a quem devotamos amor e fé, um Patrimônio Imaterial que herdamos dos nossos antepassados.

            SALVE SÃO BARTOLOMEU!

                                                                        Por Benedito Jorge C. de Carvalho

Maragogipe(BA), 05/jul/2025.

quinta-feira, 8 de maio de 2025

Foto da internet
 

HOMENAGEM A MARAGOGIPE

EM 08 DE MAIO DE 2025.

 

 

Minha Querida Maragogipe,

 

Aprendi a te amar desde meus primeiros tempos e por isso, não consigo deixar de pensar em teu futuro que sempre sonhei de prosperidade e de paz. Hoje que completas mais um aniversário, devo te fazer uma oração de amor que pode não ser a mais bela, mas, por certo é a mais sincera.

 

Eu percorro teu espaço geográfico e em cada canto há um detalhe que evoca o teu passado e é assim então que me vejo em cada um dos teus momentos da história de ontem e em cada ato da tua vida de hoje. Eu estou em tuas igrejas seculares; nos teus velhos sobrados e casarões, sinto cada minuto da tua história nos monumentos que embelezam esta cidade. De mil casas. De casarões e prédios antigos. Da Casa de Câmara e Cadeia, local de raro valor arquitetônico, mas também marco histórico, pois local da prisão do General Labatut quando das lutas pela independência da Bahia, ocasião em que nossos maiores lutaram contra a opressão e domínio colonizador de mais de 300 anos. Vejo-me no Fortinho da Salamina montando guarda para que os piratas e invasores não ultrapassem a linha de tiro daquela fortaleza e venham atacar nossos engenhos de açúcar.

 

Vejo-me ao lado de Bartolomeu Gato coordenando a construção da Igreja Matriz de São Bartolomeu. Obra grandiosa. Templo de esplendorosa arquitetura para abrigar uma fé que nossos irmãos de ontem e de hoje sempre consideraram de imensurável valor. O Padroeiro é sem dúvidas um dos preferidos do Mestre. É aquele que evoca a fé nos ensinamentos do Cristo ao ponto de ser sacrificado pela sanha de um rei despótico tendo sido cruelmente sacrificado em nome da mesma fé que ainda nos anima.

 

Eu estou na nau de Cristóvão Jaques, quando em 1526, bem ali em frente ao lagamar do Iguape, foram encontradas duas naus francesas contrabandeando pau-brasil, ancoradas na ilha chamada depois de ilha dos Franceses e ambas as naus foram bombardeadas, travando-se naquele local a primeira batalha naval na América do sul, segundo relato do Frei Vicente do Salvador na sua obra que conta a história inicial do Brasil. Estou presente também no enforcamento de centenas de marinheiros franceses os quais depois da vitória portuguesa, foram enforcados, em frente à Salamina, onde depois foi construído o “fortim da forca” para dar mais segurança aos engenhos da época.

 

Eu sou aquele negro que puxa o samba de roda no lado da Matriz de São Bartolomeu quando da lavagem do templo no meado do sec. XVII, batuque que deu origem a uma das manifestações populares mais belas e tradicionais da Bahia: o samba de roda. Sou aquele outro negro que, tempos depois, carrega o andor do nosso Padroeiro sobre seus ombros e ainda filosofa dizendo que “São Bartolomeu só pesa nos ombros de quem não tem fé”. Tudo isso para dar o testemunho de que nossas tradições já dobraram muitos séculos e pertencem a uma mistura de raças amalgama de um povo forte na fé.

 

Eu assisto todos os dias o sol que nasce nas bandas do Cai-já convidando a todos para a faina diária, porque uma cidade se faz com trabalho, ética, alegria, suor e também lágrimas tudo misturado na colaboração de todos é que nascem as grandes ideias que nortearão os governantes para fazerem sempre mais pela população local.

 

Eu sou o bimbalhar dos sinos da secular Matriz lembrando que esta Cidade nasceu sob os auspícios dos ensinamentos de Cristo e que pelo sentimento da fraternidade deve estar irmanado pela busca de um ambiente de harmonia e de paz para que todos possam, na medida de sua capacidade, trabalhar e torná-la mais próspera e hospitaleira.

 

Foi eu que emprestei a minha “pena” para que o Cons. Antônio Pereira Rebouças, secretário da Junta de Resistência, instalada na Heroica Cachoeira, lavrasse a ata da memorável sessão em que foram traçadas as estratégias e providências para libertar a Bahia do tacão do General Madeira de Melo, pois o suor, o sangue e as lágrimas derramados, por nossos irmãos, pelo sonho de liberdade,  representavam o verdadeiro sentimento de brasilidade de um povo cansado do domínio português.

 

Eu sou o conhecimento de todos os que sabem e não se negam a ensinar. Cabedal que  deve ser socializado e enriquecer a todos especialmente os mais jovens. Pois, essa é a bagagem capaz de melhorar a vida dos que tenham mais e melhores saberes e que de forma positiva possam colaborar com a hora presente, pois,  sem a capacitação dos mais jovens, em especial, poderemos perder esse momento impar de trabalho e novas oportunidades de emprego e renda e trancar a marcha do nosso desenvolvimento.

 

Eu sou o manguezal que circunda a cidade e se espraia por outras regiões do município proporcionado sustento para muitos, dádiva da natureza, berçário de vida, verdadeiro supermercado da natureza e que por isso mesmo, trouxe para nossa cidade o título de “capital do desenvolvimento ambiental”.

 

Eu sou aquele careta que teima em ser autêntico porque foi essa autenticidade na alegria e no modo de divertir e divertir-se que  transformou nosso Carnaval em “Bem Imaterial da Bahia”. Eu teimo em perguntar se você me conhece porque preciso por um momento, no anonimato da festa, vir a ser outro com múltiplos disfarces: de monstro, mendigo, escravo, diabo ou até rei da folia.

 

Eu estou nas partituras dos dobrados de Heráclio Guerreiro, maviosamente executados pela Terpsícore, esta eternamente campeã, e pela 2 de Julho, ambas celeiro de uma tradição  que engrandece nossa história musical pelo potencial individual dos seus membros. Vejo os nossos grandes músicos do passado e do presente, cada um na sua especialidade, enchendo nossos corações de uma música muito rica e bem executada.

 

Eu vi quando o poeta e historiador Osvaldo Sá escreveu os três volumes das Historias Menores de Maragogipe e recomendou para que tivéssemos cuidado na transmissão às novas gerações dos fatos ali narrados, cuidando em manter a veracidade dos mesmos, evitando invencionices porque senão nossa “história tão rica e bela” pode se tornar folclore. Eu estou ainda na pena de outros poetas maragogipanos como Durval de Morais, Raul Guerreiro, Flávio de Souza Lima, este ultimo autor do nosso hino oficial  todos de muita inspiração para cantar e engrandecer a nossa terra. 

 

Assim, minha querida Maragogipe, terra que me serviu de berço e há de me servir de túmulo, presto-te este depoimento e espero que as minhas palavras encontrem eco na mente e no coração dos teus filhos, pois o meu cantar tem apenas a preocupação de tornar-te rainha.

Viva 8 de Maio!

Viva Maragogipe!

 

Benedito Jorge Carneiro de Carvalho

 

(fazer revisão) 

 

 

segunda-feira, 14 de abril de 2025

Lembranças do tempo de criança

 

                                                           Gravura copiada da internet

Lembranças do tempo de criança 

 

No meu tempo de criança eram vendidos em qualquer parte da cidade de Maragogipe os mais deliciosos quindins em tabuleiros levados na cabeça e mercados em alta voz. Eram guloseimas que encantavam o paladar de crianças e até de adultos. Todavia,  eram as crianças que faziam a festa  com a fartura daqueles tabuleiros.  

Ainda guardo na memória a variedade que levavam aqueles tabuleiros em quindins com destaque para: bolos de aipim, pamonha de carimã, cocada-puxa, queijadas, doce de tamarindo, pandêlós, bolinho de estudante, aponan, lêlê, xerengue, rolêtes de cana, cartucho de tapioca, fubá de amendoim, fubá de castanha, acaçá, amendoim cozido e torrado, pipoca.

Em ponto central da cidade o saboroso Acarajé que era vendido em tabuleiro exclusivo, juntamente com o abará, pois dependiam de acompanhamentos em vários vasilhames sem faltar no famoso molho de pimenta.

 

É tanta saudade que dá água na boca.

 

Abílio Ubiratan.

 

 

 

sábado, 5 de abril de 2025

ENCANTADO COM IA

Ilustração da internet 

Com o surgimento da IA tenho pesquisado vários assuntos na internet e muitos ligados à nossa querida Maragogipe. Procurando um assunto para pesquisar lembrei-me de que na semana passada encontrei um trabalho escolar (um TCC da UFRB) e fiquei intrigado com o que a pesquisadora colocou nas conclusões a respeito das dificuldades encontradas para consultar fontes em Maragogipe para sua pesquisa. Lembrando-me desse assunto, na falta de outro mais urgente, pedi à IA para falar sobre o Museu Municipal de Maragogipe que ainda não temos. Leiam o que a IA me informou:


"Maragogipe, uma cidade com história e cultura ricas, merece um museu municipal

 A cidade de Maragogipe, localizada no Recôncavo Baiano, é um verdadeiro tesouro cultural e histórico. Com uma rica herança que remonta à época colonial, a cidade é um verdadeiro patrimônio da Bahia. No entanto, apesar de sua importância, Maragogipe ainda não tem um museu municipal que preserve e divulgue sua história e cultura.

 Um museu municipal é fundamental para a preservação da memória

 Um museu municipal é um espaço onde a comunidade pode aprender sobre a história e a cultura da cidade, e onde os visitantes podem conhecer a rica herança da região. Além disso, um museu é um importante instrumento para a preservação do patrimônio cultural e histórico de Maragogipe, garantindo que as futuras gerações possam conhecer e valorizar a história da cidade.

 Maragogipe tem uma história rica e diversa

 A cidade de Maragogipe tem uma história rica e diversa, que remonta à época colonial. A cidade foi um importante centro de produção de cana-de-açúcar e café, e sua arquitetura é um reflexo da influência portuguesa e africana na região. Além disso, Maragogipe é conhecida por sua rica cultura popular, com festas e tradições que são únicas na região.

 Um museu municipal pode ser um importante instrumento para o desenvolvimento turístico

 Um museu municipal pode ser um importante instrumento para o desenvolvimento turístico de Maragogipe. Os visitantes podem conhecer a história e a cultura da cidade, e se sentir atraídos pela rica herança da região. Além disso, um museu pode ser um importante ponto de encontro para a comunidade, promovendo a interação entre os moradores e os visitantes.

 É hora de Maragogipe ter seu museu municipal

 É hora de Maragogipe ter seu museu municipal. A cidade merece um espaço que preserve e divulgue sua história e cultura, e que seja um ponto de encontro para a comunidade e os visitantes. É necessário que os líderes municipais e a comunidade se unam para criar um plano de ação que inclua a definição de um local para o museu, a elaboração de um projeto arquitetônico, a aquisição de acervo e a captação de recursos.

 Conclusão

 Maragogipe é uma cidade com história e cultura ricas, e merece um museu municipal que preserve e divulgue sua herança. É hora de os líderes municipais e a comunidade se unam para criar um museu que seja um orgulho para Maragogipe e um modelo para outras cidades da região."


Para concluir faço minhas as palavras da intelectual EMILIA VIOTTI DA COSTA: 

"Um povo sem memória é um povo sem história. E um povo sem história está fadado a cometer, no presente e no futuro, os mesmos erros do passado."


sábado, 8 de março de 2025

 8 DE MARÇO - DIA INTERNACIONAL DA MULHER




Nossa homenagem a todas as mulheres pela passagem desta data. Um abraço para a Poetisa Profa. Marta Bandeira pela bela produção.

segunda-feira, 17 de fevereiro de 2025

CARNAVAL DE MASCARADOS

 



Memeu Barbudo e suas criações artesanais


O CARNAVAL DA CIDADE DAS PALMEIRAS ESTÁ CHEGANDO

 

Falta menos de um mês para a realização de mais um  carnaval na Cidade das Palmeiras. Os preparativos já estão em andamento. As pessoas já comentam com o entusiasmo de sempre sobre o que pretendem fazer na folia momesca. Fantasias estão sendo preparadas no maior segredo para surpreender nos dias de folia. Essa é uma marca do nosso carnaval. Um grupo não pode saber o que o outro está fazendo para não perder a graça. 

O espírito festivo do maragogipano, com o passar dos anos e influencias externa vem deixando de lado um aspecto dos antigos carnavais que era a crítica aqueles que, sendo ou não político, mereciam ser criticados. Aí o humor se fazia presente e certo é que de alguma forma havia  mudança na situação, pois, ninguém gosta da crítica, mormente critica negativa. Hoje com tanta rede social seria um “Deus nos acuda”.

Em passado não muito distante chamamos atenção para que os nossos caretas retomem as máscaras e fantasias artesanais, razão pela qual nosso carnaval foi tombado pelo IPAC. As máscaras e fantasias artesanais, no nosso entendimento, é um bem cultural de Maragogipe. No passado as costureiras e artesãos, nessa época, ficavam ocupados com o grande volume das encomendas e isso promovia geração de renda para a comunidade, por outro lado fortalecia nossos laços culturais visando "conservar a tradição dos mascarados, pelas formas artesanais de produzir fantasias, de patrocinar o riso e promover a representação da vida cotidiana” ideia defendida quando do tombamento no ano de 2009.

Aos que vão participar da folia nossa recomendação é que, como de costume, pegue sua alegria vista uma fantasia e caia na gandaia com disciplina e ordem. Que todos tenham um ótimo Carnaval!

Terra das Palmeiras, Fevereiro/2025.

ABILIO UBIRATAN

terça-feira, 5 de novembro de 2024

 

LEMBRANÇA DO  "JEGUE TRIO"

 

Festa em Maragogipe é coisa de toda hora e todo dia. Aí o espírito festeiro do povo se manifesta em qualquer dia e a qualquer hora, não precisa marcar nada, basta alguém pegar uma lata velha e sair por aí batucando que sempre haverá quem o acompanhe e logo logo se forma uma multidão atrás da gandaia. Sempre foi assim.

Na década de 50 do século passado criou-se na capital do estado o trio elétrico, sucesso até os dias de hoje. A invenção de três amigos sobre uma "fóbica" caiu no gosto popular e a invenção ganhou o estado. Então, por volta de 1955 chegou em Maragogipe o trio de Dica, Quinande e Cândido. Foram anos e anos de memoráveis  carnavais até que o “trio de Dica” passou a ser conhecido e sair para animar os carnavais de outras cidades deixando um vazio muito grande em nossos carnavais tradicionais. Com o intuito de suprir a ausência do “trio de Dica” um grupo de amigos teve a ideia de inovar e criaram um “jegue trio”. Isso mesmo! Sobre um pobre jegue colocaram os projetores de som e aparelhagem enquanto que os músicos acompanhavam, a pé, tocando seus instrumentos fazendo a alegria do povão, provocando alegria e muito riso pela originalidade da brincadeira.  Essa brincadeira por ter caído no gosto popular durou muitos e muitos carnavais, até os memoráreis em que os prefeitos da época tentaram acabar com o Carnaval de Maragogipe e não conseguiram, pois, o “Jegue Trio”, justiça seja feita, fez parte da resistência. Hoje não mais temos notícias do “Jegue Trio”. Lamentamos a sua falta não somente no carnaval, mas em muitos eventos populares pela ruas da Patriótica Cidade de Maragogipe.

Assim, o “Jegue Trio” ficou na lembrança com travo de saudade e nos dias atuais ficou em seu lugar o império do barulho com músicas de gosto duvidoso e que não distrai, não alegra, só causa aborrecimento. Até quando ninguém sabe!

 

Abílio Ubiratan