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Panorâmica de Maragogipe
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segunda-feira, 1 de setembro de 2025

A VIDA DE SÃO BARTOLOMEU

 


   O novo e-book publicsdo é a reprodução de um folheto, muito antigo, encontrado em meu arquivo pessoal. Esse material é mais uma colaboração nossa no sentido de ilustrar a mente dos que ainda teimam em mudar a feição tradicional da nossa festa maior. Chamo atenção para a linguagem que era utilizada quando o redator se referia ao nosso Padroeiro. Leiam e tire suas conclusões.  

    Aguardem a publicação de um outro folheto intitulado: O CULTO DE SÃO BARTOLOMEU em Maragogipe. A demora é só enquanto terminamos a recuperação do original.

SET/2025/BJ.


sábado, 5 de julho de 2025

TEXTO PREGÃO 2025


 

PREGÃO

 




O PREGÃO DA FESTA

e sua história

 

 

 Para a V.I. Irmandade de São Bartolomeu de Maragogipe.

 

Hoje, primeiro sábado do mês de julho do ano de 2025, uma vez mais, está sendo divulgado o Pregão da Festa de São Bartolomeu de Maragogipe 2025. Considerando que muita gente desconhece a história deste evento aqui segue uma rápida explicação sobre o pregão que se repete em Maragogipe há tantos anos.

Primeiro devemos considerar que os tais pregões eram realizados na Europa muito antes da idade Média. Era uma forma de comunicação pública, pois na época não existia imprensa. Devemos levar em conta que essa foi uma tradição trazida para cá pelos exploradores portugueses e que com pequenas modificações chegou aos nossos dias.

 Os pregões eram realizados por uma pessoa ou grupo de pessoas que fantasiado, inclusive caretas, para chamar atenção e acompanhado de instrumentos de percussão se dirigia aos locais de maior frequência de pessoas para falar em voz alta os anúncios e notícias que diziam respeito ao interesse dos vilarejos, das vilas, etc. Era assim que toda vez que fosse preciso a divulgação de: normas e regulamentos; alertas de perigo; anúncios de festas e celebrações religiosas; e, até quando era preciso o anuncio pela igreja das indulgências saia um pregão.

Apesar do papel de relevância os pregões sofriam crítica, pois não atingiam a toda a população com a originalidade da notícia ou informação possibilitando distorção das informações transmitidas ao passar de uma pessoa para outra já que o pregoeiro não falava a todos diretamente. Com o advento da imprensa a forma original dos pregões sofreu modificações e passou-se a produzir um impresso que é distribuído a todos com a vantagem de poder ser guardado e lido quantas vezes possíveis até o entendimento.

Assim, aí temos um pequeno relato da origem do “pregão de festa” que em Maragogipe mantem a tradição e é preservado com muito carinho, porque diz respeito à Festa do nosso INCLITO PADROEIRO SÃO BARTOLOMEU, a quem devotamos amor e fé, um Patrimônio Imaterial que herdamos dos nossos antepassados.

            SALVE SÃO BARTOLOMEU!

                                                                        Por Benedito Jorge C. de Carvalho

Maragogipe(BA), 05/jul/2025.

sábado, 17 de fevereiro de 2024

ROMARIAS EM MARAGOGIPE

 

ROMARIA

 O costume de realizar romaria nas festas religiosas nos parece, salvo melhor informação, que é costume advindo da tradição portuguesa. A romaria  era motivo de alegria nas celebrações religiosas, em especial no período das festas do Padroeiro São Bartolomeu.

 Em Maragogipe o costume de realizar romarias na época das festas de São Bartolomeu vem de muito longe. E mesmo durante o ano as romarias eram realizadas com muita animação. Contado era o dia em que não aparecia um grupo numeroso de cavaleiros e amazonas, vindos da zona rural, para a realização de romaria ao santo Padroeiro da Terra das Palmeiras.

 No local onde hoje existe um antigo posto de combustíveis, no Largo da Matriz,  existia até o início dos anos 80 do século passado um frondoso pé de oiti. Sob a bondosa sombra do oitizeiro os animais eram amarrados e os rurícolas se dirigiam à matriz para suas orações, preces e agradecimentos e em seguida em grupo cantavam louvores ao santo dando voltas em torno da igreja num espetáculo de rara beleza e demonstração de fé e devoção.

 Terminadas as orações retornavam para suas regiões e lá então havia a segunda parte das comemorações com muita música, bebidas, farta distribuição de comida num ambiente bastante animado.

 Ainda temos espalhadas no só pelo Estado da Bahia, mas por todo o Brasil, paróquias que mantem a tradição das romarias só que, por força do progresso, são romarias utilizando-se as estradas de rodagem e ônibus bastante confortáveis.

 Pena não termos mantido a tradição das romarias em agradecimento por uma graça ou milagre alcançados ao nosso Padroeiro SÃO BARTOLOMEU.

 Abilio Ubiratan

Out/2021


Texto escrito em momento de recordações.

terça-feira, 28 de fevereiro de 2023

A FÉ NASCEU DE UMA VISÃO

 UMA VISÃO QUE MUDOU TUDO

Numa manhã, quando iam para o eito, os trabalhadores viram sobre uma pedra  uma visão radiante de um  homem esbelto, cor acobreada, feições delicadas, tendo à mão direita uma adaga e com o corpo todo ensanguentado. Essa notícia rápido correu o povoado. O novo dono do lugar logo decifrou a visão: trata-se da imagem de São Bartolomeu. Os moradores concordaram em adotá-lo como patrono do lugar. Então foi escolhido um local onde seria erguida uma grande e majestosa igreja. As obras da nova construção foram iniciadas. Todos acorriam da forma como podiam para a concretização da empreitada. Mas, os recursos eram poucos e então foi solicitada a colaboração do Reino de Portugal que destinou 70 contos de réis de ajuda até a Igreja ficar pronta.

Foi assim que tudo começou. São essas recordações avoengas que não podem calar, sobretudo porque isso tudo é história e história é vida. É a vida dos nossos antepassados que viveram essa fé. Uma fé tão profunda que até os mais letrados encontram dificuldade para bem definir o quanto ela representa na vida de cada maragogipano, pois os moradores desta terra sempre tiveram por seu Padroeiro – SÃO BARTOLOMEU, um amor puro e profundo.

ACHADO DA IMAGEM

 

 

Corria o ano de 1643 e a aldeia era uma agitação só com a notícia de que o novo dono do lugar em breve chegaria com toda a sua família. Assim, por dias e dias não se falava em outra coisa até que finalmente, chegou a nova comitiva: o colonizador Bartolomeu Gato, sua esposa D. Isabel e seu filho único Gonçalo e mais toda a criadagem e ainda o irmão do colonizador o Pe. Gaspar.

Acomodados os novos habitantes, pois as casas para abriga-los já estavam prontas uma vez que bem antes vieram os metres de obra e pedreiros para esses preparativos das moradas para o novo senhor e seus familiares e agregados.

Logo o colonizador se inteirou da vida no povoado, gostos e costume dos seus moradores.

Ficou sabendo que existia já uma pequena capela de taipa coberta de palhas na qual eram feitas as celebrações religiosas. E que o padroeiro do lugar era São Gonçalo do Amarantes. Ai  então  teve a ideia de propor a substituição do mesmo pelo santo de sua devoção e do qual deram-lhe o mesmo nome. Como o assunto era delicado e carecia de muita habilidade para conseguir o intento, então ele teve a ideia de colocar uma imagem de São Bartolomeu no alto da península onde se situa a matriz de São Bartolomeu e quando o dia amanheceu os que cedo iam para o trabalho, logo se espantaram com o santo achado.

Em época em que a fé removia montanha, logo as beatas do lugar organizaram procissão e entoando cânticos e ladainhas, guardaram o santo achado na capela existente e foram levar ao novo patrão a novidade do ocorrido.

Essa notícia correu o povoado como rastilho de pólvora e assim todos ficaram sabendo. Ai então, o colonizador Bartolomeu Gato, visando atingir seu objetivo, propôs que a substituição fosse feita e o padroeiro trocado pelo Santo de sua devoção: São Bartolomeu. Todos concordaram e o colonizador feliz com o ocorrido se comprometeu a ir a Portugal e conseguir junto à coroa uma ajuda para construção de uma grande igreja. E assim foi feito.

Os recursos foram conseguidos e de imediato a igreja começou a ser construída tornando-se a construção mais importante da Cidade de Maragogipe, recentemente recuperada pelo IPHAN e que, no nosso modesto entendimento, representa o MARCO  ZERO de Maragogipe.

 

AbÍlio Ubiratan