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Panorâmica de Maragogipe

quarta-feira, 24 de maio de 2023

MARAGOGIPE e seus rios

Foto de autor desconhecido

Com base em um mapa feito pelo nosso conterrâneo Fernando Sá os principais rios do nosso município são:

Sede:

Itapecirica

Quelembe

Rio das Caboclas (Nagé)

Rio da Ribeira (entre a Sede e Capanema)

Rio Cacheirinha (nasce no Distrito de Guapira)

Rio Tabatinga (nasce no Distrito de Guapira)

Rio Tabatinga (Capanema)

Rio Iriquitiá (Guapira e Capanema)

Rio Topá (Guapira e Capanema)

Rio Guaruçu (Capanema)

Rio Guaí (São Roque)

Rio Itaquandiba (São Roque)

Rio Muruçuca (Capanema)

Rio dos Paus (Capanema) tem outro em (São Roque)

Rio Bacalhau (Capanema)

Rio do Alves(São Roque)

Rio Batatã (São Roque)

Rio Camocijipe (São Roque)

Rio do Navio (São Roque)

Rio do Cavalo (São Roque)

Rio Copiobaçu (entre São Felipe e Maragogipe)

Rio Grande (Capanema)

Rio Tijuca ( Capanema – nas proximidades da Piedade. Afluentes:  Rio da Lama e Sete Rios )

Rio Grande (São Roque)

Rio Camarão (Capanema nasce entre o Rio Tijuca e Rio Grande)  

Rio Pratejipe – nasce nas proximidades do Morro Vieira Distrito de São Roque).

Além dos rios acima nosso município dispõe de muitos riachos que são afluentes dos rios citados, assunto para nova postagem.


terça-feira, 16 de maio de 2023

RUA DO FOGO


 Curiosidades sobre nome de ruas em nossa cidade

As cidades antigas guardam suas tradições muitas vezes contrariando o pensamento de uma corrente que defendendo a modernidade acha que, por exemplo, não existe sentido chamar um bairro da cidade de “Capa Gato”. Mas, afinal o que fazer quando uma rua ou lugarejo, dessa ou daquela cidade antiga, tem um nome que o povo escolheu e não o nome de um figurão qualquer. 

Na nossa cidade temos uma infinidade de ruas, becos, praças e logradouros que o povo batizou há muito tempo e que assim permanecem mesmo que oficialmente tenham recebido outros, dados pelos governos, que ao longo dos anos comandaram a cidade. Por exemplo, por que a Rua Macedo Costa para o povo chama-se Rua do Fogo? Os mais afoitos chegam até a afirmar que por causa do incêndio da Suerdieck. À luz dos fatos não prospera essa alegação porque o incêndio da Suerdieck se deu na estufa que funcionava após o arco da antiga Rua das Flores, no ano de 1944. Nessa época a Rua Macedo Costa já era para o povo Rua do Fogo há anos.

Pesquisando os jornais antigos que circularam em nossa cidade, encontramos menção à denominação Rua do Fogo e em razão de uma nota sobre as “festas” de São Bartolomeu, achamos a resposta para a denominação que intriga muita gente. É o seguinte: por muitos e muitos anos a festa do nosso padroeiro se realizava nas proximidades da Igreja, propriamente em seu largo ao fundo e ruas próximas, com destaque para rua do Fogo, em frente ao coreto da Praça, local onde as filarmônicas se revezavam em tocadas em dias alternados, após as novenas.

Ao final desse período de novenário vinham os três dias que fechavam os festejos: o último domingo do mês de Agosto, domingo festivo; a última segunda-feira a tradicional e majestosa procissão e na última terça-feira a queima de fogos. Pois bem,  como na terça-feira eram queimados os fogos,  que naquela época chamava-se de “fogo de planta”, dai depreende-se que sendo aquela rua o local onde os ditos fogos eram queimados, apropriadamente a população a batizou de “Rua do Fogo”, denominação que perdura até hoje apesar de haver um outro nome oficial, por sinal de um dos mais renomados maragogipanos: D. Antônio Macedo Costa.

 

Abilio Ubiratan

Agosto/2017

terça-feira, 2 de maio de 2023

Maragogipe e a queima de Judas

 

Foto ilustrativa da internet


No calendário da Semana Santa da Igreja católica não consta menção “à malhação de Judas” que é uma manifestação popular introduzida no Brasil Colônia tendo se espalhado na época, especialmente na região nordeste. 


A brincadeira consistia em preparar um boneco e pendurá-lo de alguma forma para à meia noite de sábado queimá-lo depois da leitura um testamento, espécie de cordel humorístico citando pessoas conhecidas da vizinhança. Os políticos também não eram poupados.


Judas Iscariotes foi um dos doze apóstolos de Jesus Cristo. Foi aquele que traíu Jesus  entregando-o para a crucificação em troca de trinta moedas. A Bíblia conta que Judas após o seu ato entrou em desespero e enforcou-se. Assim está registrado em Mateus, 27:5.


Câmara Cascudo no seu Dicionário do Folclore Brasileiro diz que os bonecos eram feitos de palha ou panos e queimados entre sexta e o Sábado de Aleluia, prática que terminou sendo reprimida motivo pelo qual a brincadeira foi afastada para os bairros periféricos das cidades e começou a perder força.


A queima do Judas em nossa cidade já teve seu auge na ocasião em que tínhamos pessoas da comunidade que eram. versadas em escrever o testamento porque a brincadeira só tinha graça pelo testamento, espécie de cordel satírico que fazia troça com pessoas da vizinhança e especialmente políticos.


No momento não temos notícia de que ainda se faz a queima de Judas no sábado de Aleluia em Maragogipe. Assim, uma brincadeira popular que muito divertia a população local deixou de ser realizada e já faz parte do passado.

 



Por Abílio Ubiratan

Abril/2023


sábado, 15 de abril de 2023

70 ANOS DO SIMÕES FILHO

 

                     A TODOS AQUELES QUE FIZERAM A HISTÓRIA DO ”SIMÕES FILHO”.

O fato de outras cidades do mesmo porte de Maragogipe já terem seu ginásio, proporcionando aos seus jovens alcançarem melhor nível de conhecimento causava no seio da população local uma inquietação muito grande. Então, nesse clima de sonho e esperança chegou a Maragogipe o Prof. Gerson Silva, casado com uma maragogipana e conhecedor da situação, pois convivia com muitos jovens maragogipanos no colégio em que trabalhava na Capital do estado, o mestre Gerson Silva juntou-se ao seu cunhado Cid Seixas Fraga e gestaram a ideia de criar um ginásio em Maragogipe.

Na eleição municipal de 1950 elegeu-se Prefeito um cidadão simples, gente do povo, como se dizia naquele tempo, tanto que numa época em que não existia market politico a própria população criou para ele o slogan: o homem do chinelo e Ariston Pimentel Vieira saiu vencedor tendo convidado para seu secretário o Dr. Odilardo Uzeda Rodrigues. Pois bem, estava formado o ambiente propício para que o sonho do ginásio, acalentado por tantos anos, se tornasse realidade e no dia 13 de abril de 1953 foi inaugurado o Ginásio Simões Filho.

     O novo ginásio, para os que não sabem, nasceu com o compromisso de ampliar o horizonte do conhecimento e do saber dos jovens maragogipanos. Não era uma utopia a ser atingida porque desde a sua inauguração o novo ginásio trazia como lema ser uma usina geradora de conhecimento, bons valores, disciplina,  cidadania. Para cumprir seu objetivo, então, foi buscar os melhores entre os bons e formou seu corpo docente. Foi assim que o Simões Filho começou e ao completar 70 anos, sempre ligado às melhores práticas de ensino, pretende continuar sua marcha para o futuro.

Por fidelidade à sua história não podemos deixar de mencionar na oportunidade as mudanças que o Simões Filho sofreu ao longo dos anos. É bom lembrar que nos idos de 1964 assumiu a Direção o nosso saudoso Dr. Odilardo Uzeda Rodrigues que providenciou todas as melhorias nas instalações e no rumo do velho Simões Filho.  Na era de Dr. Odilardo Uzeda Rodrigues (1964/1982) o Simões Filho mudou de dominação passou a chamar-se Centro Educacional Simões Filho. Foi também dessa época a criação de novas instalações  com a criação da Escola N.S. das Graças para treinamento dos futuros professores da Escola Normal de Maragogipe, criação da biblioteca, construção da quadra esportiva e outros benfeitorias.

Ao completar 70 anos o CESF tem milhares de jovens espalhados pelo Brasil e, quem sabe, pelo mundo afora, como bons profissionais e dignificando o trabalho dos mestres que já se foram e de outros tantos que estão colaborando para levar adiante o objetivo inicial daquele estabelecimento de ensino.

Por tudo isso, nunca é demais dizer que com Dr. Odilardo o CESF ganhou ânimo para uma vida longa, primeiro através dos seus descendentes que souberam levar adiante uma bandeira desfraldada pelo educador nato que ele era e o responsável por deixar um legado de tão bons profissionais.

Por fim, devo dizer que me sinto alegre e gratificado por ter feito parte dessa história, em tempos distintos, como aluno, como professor, como vice-diretor do CESF e por essa razão deixo aos jovens como lição que aprendi no Simões Filho: estude que você aprende e ensina. Mais ainda nunca esqueçam que:

"OUTROS  CONSEGUIRAM VOCÊ TAMBÉM É CAPAZ".

Vida longa ao "Simões Filho".

Por Benedito Jorge C. de Carvalho