Heráclio Paraguaçu Guerreiro nasceu na cidade de Maragogipe em 13 de março de 1877 e faleceu na mesma, em 19 de maio de 1950. Filho do Coronel João Primo Guerreiro e da dona de casa Leonídia Hermelina Guerreiro, ingressou na escolinha de música da Filarmônica Terpsícore com 12 anos de idade, onde discretamente começa a aprender a arte musical contrariando a vontade de sua família. Seu aprendizado musical se deu com a caixa como instrumento de iniciação. Depois de um ano de participação na escola logo começou a se destacar. E aos 18 anos, fundou o grupo “Harpa Mariana” de quem foi regente. O potencial autodidata de Heráclio cedo começa se destacar e ele passa a ser admirado, até que, com a doença do Maestro Teodoro Borges ele passa a regente da Terpsícore Popular e tem início as suas composições que durante sua atuação como maestro chega a mais de 500 entre dobrados, marchas, passos sinfônicos, jaculatórias e a famosa novena ao Santo Padroeiro de Maragogipe, São Bartolomeu.
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Panorâmica de Maragogipe
sexta-feira, 27 de maio de 2022
HERÁCLIO PARAGUAÇU GUERREIRO
Heráclio Paraguaçu Guerreiro nasceu na cidade de Maragogipe em 13 de março de 1877 e faleceu na mesma, em 19 de maio de 1950. Filho do Coronel João Primo Guerreiro e da dona de casa Leonídia Hermelina Guerreiro, ingressou na escolinha de música da Filarmônica Terpsícore com 12 anos de idade, onde discretamente começa a aprender a arte musical contrariando a vontade de sua família. Seu aprendizado musical se deu com a caixa como instrumento de iniciação. Depois de um ano de participação na escola logo começou a se destacar. E aos 18 anos, fundou o grupo “Harpa Mariana” de quem foi regente. O potencial autodidata de Heráclio cedo começa se destacar e ele passa a ser admirado, até que, com a doença do Maestro Teodoro Borges ele passa a regente da Terpsícore Popular e tem início as suas composições que durante sua atuação como maestro chega a mais de 500 entre dobrados, marchas, passos sinfônicos, jaculatórias e a famosa novena ao Santo Padroeiro de Maragogipe, São Bartolomeu.
ANTÔNIO PEREIRA REBOUÇAS
Antônio Pereira Rebouças, advogado e político baiano, nasceu em Maragogipe, em 10 de agosto de 1798, sendo seus pais Rita Brasília dos Santos (escrava alforriada) e Gaspar Pereira Rebouças (alfaiate). É conhecido como “Rebouças, o velho”, por ser pai de três filhos igualmente ilustres: José Rebouças, e os engenheiros Antônio Pereira Rebouças Filho e André Rebouças (construtores da estrada de ferro Curitiba/Paraná).
terça-feira, 24 de maio de 2022
SUERDIECK DADOS HISTÓRICOS
A
Suerdieck tivera seu início em 1888 com o alemão August Wilhelm Suerdieck na
cidade de Cruz das Almas. Em 1899, em pleno crescimento, os negócios da
Suerdieck foram estendidos até a cidade de Maragohipe onde foi edificado o primeiro
armazém na Praça Sebastião Pinho. Em 1905, foi dado início a primeira fábrica
de charutos Suerdieck. “A cidade oferecia ótimas condições, com excelentes
charuteiras, rio navegável com porto natural - o que facilitava o escoamento da
produção para Salvador e de lá para o exterior - além de possuir boa
infraestrutura. Inicialmente a fábrica funcionou com cinco operários, em 1909
eram duzentos e em 1915, contava com setecentos trabalhadores” (p. 22-23). A
década de 50 marcou o apogeu da Suerdieck e consequentemente de Maragogipe já
que dos seus 4.128 funcionários 2.052 eram da cidade. A crise da Suerdieck
começou em 1968 e atingiu profundamente Maragogipe em 1992 quando a fábrica foi
fechada e transferida para Cruz das Almas devido à sua localização às margens
da BR 101.
quinta-feira, 12 de maio de 2022
NAVIO MARAGOGIPE
Construído na Alemanha em 1962.
Fez o transporte entre a Capital e a cidade de Maragogipe por
mais de 35 anos.
Capacidade de transportar 600 passageiros.
Comprimento de 46,15 m e pesava 364,7 ton.
Tempo de atividade na linha de 1962 a 1997.
A história do transporte em Maragogipe deve ser dividido em antes e depois do
Maragogipe.
Substituto do navio da linha Cachoeira x Salvador que
atracava em Maragogipe em dias alternados.
Os navios da linha de Cachoeira paravam no local Ponta do
Ferreiro e de lá os passageiros eram trazidas de canoas, pois não tínhamos ponte de
desembarque.
Em 1º/07/1890 foi construída a primeira ponte de desembarque
de passageiros na cidade e era de madeira.
Em 24/08/1949 finalmente Maragogipe inaugurou a ponte de
concreto que está ai até hoje.
Foi doado ao município pelo Governo do Estado da Bahia
(2001). Não houve interesse da Prefeitura e foi devolvido ao Governo do Estado
que resolveu leiloá-lo tendo sido arrematado por 204 mil reais. Atualmente está
apodrecendo na Baia de Aratu depois de prestar relevantes serviços às
populações de varias localidades do recôncavo.
O navio Maragogipe incorporou-se à vida das pessoas por
prestar um serviço de transporte seguro e barato.
Depois que a Baiana desativou a linha de Cachoeira os moradores de Maragogipe, São Roque,
Enseadinha, Cairu, Barra do Paraguaçu e
outras foram servidos por pequenas lanchas a exemplo da Marina, Biônica, Cavalo
Marinho, e outras.
O navio Maragogipe deixou de ser o principal meio de
transporte entre Maragogipe e a Capital do Estado depois da inauguração da
estrada de Maragogipe para São Felix em 1965. A estrada de rodagem também
contribuiu para o quase desaparecimento de outro meio de transporte tradicional
da região os saveiros de vela de içar.



