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Panorâmica de Maragogipe

sábado, 13 de fevereiro de 2021

COMO O VIRUS MEXEU COM NOSSO CARNAVAL

 



No inicio de 2020 a vida de todos nós mudou rapidamente. Para vencer um vírus que rapidamente se espalhou causando muita perda e sofrimento as autoridades de saúde recomendaram o isolamento social como uma medida capaz de diminuir os riscos e uma mortandade muito grande. Muitos não seguiram tais recomendações e alguns desses pagaram um preço muito alto por isso. Os que se isolaram principalmente os mais velhos passaram a desenvolver doenças causadas pela tristeza e falta de calor humano, consequência do distanciamento.

Imaginamos, por experiência própria, quanto é doloroso para quem tradicionalmente reúne a família para comemorar grandes datas e de uma hora para outra não pode abraçar os netos, os filhos e nem reunir a família em torno da mesa para conversa franca e alegre, pois, enquanto a pandemia não passar os encontros só podem ser virtuais.

Na nossa cidade que é festeira por natureza festa popular nem pensar. Foi assim que ano passado não tivemos São João e nem a tradicional Festa de São Bartolomeu e agora em 2021 não estaremos enchendo a praça com os nossos tradicionais mascarados e suas fantasias, muita música e alegria como já fazemos desde o final do sec. XIX quando nossos antepassados realizaram os primeiros carnavais em Maragogipe.

No ano passado para suprir o isolamento e não deixar morrer velhas tradições tudo foi realizado virtualmente. As celebrações religiosas se integraram nessa nova maneira de contato com seu público. As escolas realizaram ao lado de outras atividades pedagógicas conferências culturais; nossos artistas fizeram lives e a população respondeu com sua participação, pois, todos estavam conscientes de que assim era preciso. Agora se aproxima o Carnaval de Maragogipe, manifestação popular tombada com Patrimônio Imaterial da Bahia desde 2009. Ai então, vamos ter que nos reinventar.

O inimigo ainda não foi vencido. Ele está ali à espreita aguardando um pequeno vacilo para atacar e sabemos que quando ele se manifesta as consequências são imprevistas. Em tempo de normalidade o lema era: pegue sua alegria e vista uma fantasia para em Maragogipe brincar o maior Carnaval do interior porque lá ainda se conserva a tradição dos mascarados, pelas formas artesanais de produzir fantasias, de patrocinar o riso e promover a representação da vida cotidiana”.  Agora dizemos: não se exponha. Deixe para o futuro toda a sua energia. Em primeiro lugar proteja-se, o perigo ainda não passou e a recomendação é ficar em casa, evitar aglomeração, usar desinfetante, manter o distanciamento e a mascara a ser usada não é a mascara de carnaval, mas aquela que é recomendada para fins medicinais.

Não fazer um carnaval como tradicionalmente sempre foi realizado em Maragogipe, desde tempo distante, não significa que nosso carnaval acabou. Significa que esse é um momento excepcional, mas, logo a vida volta ao normal e ano que vem celebraremos um dos maiores Carnavais de nossa história.

Temos certeza, com base na índole do nosso povo, que por sua espontaneidade e alegria é considerado um povo hospitaleiro que quando a onda convid passar haveremos de realizar um carnaval memorável mais alegre e festivo do que aquele que realizamos em 2009 quando recebemos o título de Patrimônio Imaterial da Bahia.

Esperamos que todos tenham aprendido a lição e nos próximos anos sejamos capazes de fazer mais e melhor no nosso carnaval e em todas as nossas tradições porque se assim não for não aprendemos nada com tantos sacrifícios e perdas.

Janeiro/2021

quarta-feira, 16 de dezembro de 2020

BAIRRO DO CRUZEIRO


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  O bairro do Cruzeiro, na parte Oeste da Cidade de Maragogipe, ganhou essa denominação a partir da realização de uma Santa Missão no ano de 1913, na ocasião  foi implantado o Cruzeiro que deu origem ao nome do bairro, à margem da estrada velha.

ð Em 24 de Agosto de 1950,  como comemoração do Centenário de Elevação de Maragogipe à condição de Cidade, foram feitos melhoramentos no local e construído um novo cruzeiro no local, sendo Prefeito o Sr. Juarez Bartolomeu Guerreiro.

ð  Atualmente o Cruzeiro como é popularmente chamado é o local que funciona como mirante natural permitindo uma visão panorâmica da cidade.

ð  Até pouco tempo a ladeira era calçada no estilo próprio do período colonial chamado “calçamento pé de moleque”, isto é, feito de pedras irregulares e sem rejunte de cimento.

ð  O bairro foi urbanizado há pouco tempo com novo calçamento e iluminação pública..

ð  No alto do morro existe uma pequena Capela para celebrações religiosas com destaque para as que eram promovidas pelo saudoso Zé de Libanio, em 03 de maio(Santa Cruz) e em setembro (Bom Jesus da Lapa).

ð  Por traz do Cruzeiro existe uma estrada vicinal que leva à Lagoa e derivando desta em direção à antiga Ladeira da Caixa D´água(atual Embasa) existe um caminho estreito que o povo apelidou de “Caminho do Velhaco”. Sabe por que? Depois explico.

                                                                                            Por Abilio Ubiratan 



quarta-feira, 2 de dezembro de 2020

IGREJA DE NOSSA SENHORA DE NAZARÉ

 Foto de Hélio Tomita

Por 

ABILIO UBIRATAN

Ø  Histórica igreja do século XIX, e na sua fachada registra o ano da sua construção: 1845.

Ø  Sua fachada  pintada  em azul e branco, lembra as cores da devoção à Virgem de Nazaré.

LEI CRIA BRASÃO DE MARAGOGIPE

 



LEI Nº 5/73

Cria o Brasão do Município

de Maragogipe.

 

A CAMARA DE VEREADORES DO MUNICÍPIO DE MARAGOGIPE

              D E C R E T A:

Art. 1º - Fica instituído o Brasão Oficial do Município de   Maragogipe