Imagem em destaque

Imagem em destaque
Panorâmica de Maragogipe

segunda-feira, 17 de fevereiro de 2025

CARNAVAL DE MASCARADOS

 



Memeu Barbudo e suas criações artesanais


O CARNAVAL DA CIDADE DAS PALMEIRAS ESTÁ CHEGANDO

 

Falta menos de um mês para a realização de mais um  carnaval na Cidade das Palmeiras. Os preparativos já estão em andamento. As pessoas já comentam com o entusiasmo de sempre sobre o que pretendem fazer na folia momesca. Fantasias estão sendo preparadas no maior segredo para surpreender nos dias de folia. Essa é uma marca do nosso carnaval. Um grupo não pode saber o que o outro está fazendo para não perder a graça. 

O espírito festivo do maragogipano, com o passar dos anos e influencias externa vem deixando de lado um aspecto dos antigos carnavais que era a crítica aqueles que, sendo ou não político, mereciam ser criticados. Aí o humor se fazia presente e certo é que de alguma forma havia  mudança na situação, pois, ninguém gosta da crítica, mormente critica negativa. Hoje com tanta rede social seria um “Deus nos acuda”.

Em passado não muito distante chamamos atenção para que os nossos caretas retomem as máscaras e fantasias artesanais, razão pela qual nosso carnaval foi tombado pelo IPAC. As máscaras e fantasias artesanais, no nosso entendimento, é um bem cultural de Maragogipe. No passado as costureiras e artesãos, nessa época, ficavam ocupados com o grande volume das encomendas e isso promovia geração de renda para a comunidade, por outro lado fortalecia nossos laços culturais visando "conservar a tradição dos mascarados, pelas formas artesanais de produzir fantasias, de patrocinar o riso e promover a representação da vida cotidiana” ideia defendida quando do tombamento no ano de 2009.

Aos que vão participar da folia nossa recomendação é que, como de costume, pegue sua alegria vista uma fantasia e caia na gandaia com disciplina e ordem. Que todos tenham um ótimo Carnaval!

Terra das Palmeiras, Fevereiro/2025.

ABILIO UBIRATAN

terça-feira, 5 de novembro de 2024

 

LEMBRANÇA DO  "JEGUE TRIO"

 

Festa em Maragogipe é coisa de toda hora e todo dia. Aí o espírito festeiro do povo se manifesta em qualquer dia e a qualquer hora, não precisa marcar nada, basta alguém pegar uma lata velha e sair por aí batucando que sempre haverá quem o acompanhe e logo logo se forma uma multidão atrás da gandaia. Sempre foi assim.

Na década de 50 do século passado criou-se na capital do estado o trio elétrico, sucesso até os dias de hoje. A invenção de três amigos sobre uma "fóbica" caiu no gosto popular e a invenção ganhou o estado. Então, por volta de 1955 chegou em Maragogipe o trio de Dica, Quinande e Cândido. Foram anos e anos de memoráveis  carnavais até que o “trio de Dica” passou a ser conhecido e sair para animar os carnavais de outras cidades deixando um vazio muito grande em nossos carnavais tradicionais. Com o intuito de suprir a ausência do “trio de Dica” um grupo de amigos teve a ideia de inovar e criaram um “jegue trio”. Isso mesmo! Sobre um pobre jegue colocaram os projetores de som e aparelhagem enquanto que os músicos acompanhavam, a pé, tocando seus instrumentos fazendo a alegria do povão, provocando alegria e muito riso pela originalidade da brincadeira.  Essa brincadeira por ter caído no gosto popular durou muitos e muitos carnavais, até os memoráreis em que os prefeitos da época tentaram acabar com o Carnaval de Maragogipe e não conseguiram, pois, o “Jegue Trio”, justiça seja feita, fez parte da resistência. Hoje não mais temos notícias do “Jegue Trio”. Lamentamos a sua falta não somente no carnaval, mas em muitos eventos populares pela ruas da Patriótica Cidade de Maragogipe.

Assim, o “Jegue Trio” ficou na lembrança com travo de saudade e nos dias atuais ficou em seu lugar o império do barulho com músicas de gosto duvidoso e que não distrai, não alegra, só causa aborrecimento. Até quando ninguém sabe!

 

Abílio Ubiratan


quinta-feira, 31 de outubro de 2024

 

PRAÇA CONS. REBOUÇAS ou Praça da Câmara de Vereadores


Ponto principal na época da Freguesia pela proximidade com a Igreja de são Bartolomeu.

 

A partir de 22 de fevereiro de 1724,   seis dias após a criação da VILA da Freguesia de São Bartolomeu de Maragogipe, no local foi instalado um Pelourinho, símbolo da autoridade, como era costume na época.

 

Com a abolição da escravatura o Pelourinho não tinha mais utilidade e então a partir de 1890 no lugar do Pelourinho foi instalado um chafariz depois da construção do serviço de abastecimento de água da cidade.

 

Foram instalados ainda mais quatro outros chafarizes:, um no Porto  Grande;, um no Cai-já,  um outro na confluência das ruas D. Macedo Costa com a Barão do Rio Branco e outro na Rua Nova logo depois do Simões Filho.

 

Alguns anos depois, foram os chafarizes desativados e o da Praça da Câmara foi substituído por um pequeno coreto no centro dum  jardim.

 

Na administração 1966/70 o coreto foi demolido e não foi concluída a reforma da praça.

 

Na administração 71/72 foi construída uma nova praça. 

 

Na administração 76/82 novas modificações foram introduzidas na praça com construção de viveiro para arara; tanque para jacaré e uma fonte luminosa no lugar do antigo coreto.

 

Com os equipamentos sem manutenção a praça ficou abandonada.

 

Em 2002 nova reforma foi feita no jardim e completando a obra foi instalado no lugar da  fonte luminosa um monumento feito de fibra de vidro completamente desligado da realidade histórica da praça, uma verdadeira homenagem à mediocridade.

 

Por fim, em 2022 nova reforma foi feita e mais uma vez, plantaram-se algumas palmeiras e  outras árvores e no piso fizeram umas aberturas de onde esguicha jatos d'água, sem sentido e sem finalidade histórica quando podia se  deixar para em 2023 erigir ali um monumento como comemoração do bicentenário da Independência da Bahia lembrando a participação de Maragogipe naquela parte da história.

 

quinta-feira, 8 de agosto de 2024

 

CICLOS ECONÔMICOS DE MARAGOGIPE



Logo após os primeiros exploradores conhecerem a região onde hoje está a cidade de Maragogipe seus recursos naturais passaram a ser explorados. No inicio foi o pau brasil, com o passar do tempo foram surgindo outras fontes de recursos e mais e mais pessoas foram aqui se estabelecendo, pois o local possuía bom porto e boa localização facilitando contato com outras localidades da região.

Com a chegada de Álvaro da Costa veio o projeto dos primeiros engenhos de açúcar e  como é sabido esses não progrediram como esperava o governador que fez a doação da sesmaria. Com o fracasso o Álvaro da Costa teve que deixar a sesmaria e seus herdeiros não promoveram o desenvolvimento do lugarejo.

Quase cem anos depois surge um novo donatário e os engenhos de açúcar foram surgindo aos montes. A região passou a ser um celeiro de prosperidade, mas, após o filho do novo proprietário, Bartolomeu Gato, ser atingido por uma flecha em escaramuça com os índios e vindo a falecer, seu pai o proprietário do lugar, concluiu a construção da Igreja de São Bartolomeu e deixou Maragogipe em 1658.

O açúcar era o produto de interesse econômico de Portugal, mas passou a ser produzido em outros locais tornando a atividade desinteressante para a economia local, causando um esfriamento na economia da época. Então, como alternativa a região passou a explorar a mandioca e a plantação de fumo até que o café chegou a Maragogipe e outros locais produtores e os nossos engenhos perderam força produtiva causando um esfriamento na economia local. Nesse ambiente surgiram outras alternativas econômicas e a região passou a explorar a plantação de mandioca e fumo até que o café finalmente chegou a Maragogipe, proporcionando nova fase de prosperidade, chegando a conquistar para nossa cidade dois títulos em exposições internacionais.

Com a crise que se abateu sobre o ciclo do café deixamos de produzi-lo e foi então que surgiram os primeiros fabricos de charutos que motivaram a criação das primeiras fábricas de charutos de Maragogipe com destaque para a primeira dos Vieira de Melo(1852) e depois  com Dannemann (1892)  e Suerdieck(1905). A Dannemann foi encampada pela Suerdieck em 1949.

A produção de charutos foi o principal móvel da economia local por quase um século até que Suerdieck também teve seu declínio e extinção em 1992.

A Uma observação: a Fábrica Dannemann em Maragogipe ficava situada no centro histórico da cidade, na Praça Conselheiro Antônio Rebouças, ao lado do Prédio da Casa de Câmara e Cadeia. Eram dois prédios construídos em datas diferentes 1892 e  1895, mas unidos.

Abílio Ubiratan

Jul/2024