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Panorâmica de Maragogipe
terça-feira, 4 de outubro de 2022
segunda-feira, 3 de outubro de 2022
Mons. FLORISVALDO JOSÉ DE SOUZA
O Padre Florisvaldo José de Souza foi o sucessor do Revmo. Padre José Gomes Loureiro, em março de 1942. Nasceu em 16 de novembro de l904 ingressou no Seminário com apenas oito anos de idade. Menino pobre, filho de pais operários que trabalhavam na Fábrica Luiz Tarquínio, na Avenida do mesmo nome, na Cidade Baixa do Salvador. Filho primogênito do casal Sr. Juvenal e D. Maria da Luz de Souza. Quando aqui chegou como Vigário da Paróquia de São Bartolomeu, fundou a Cruzada Eucarística, a Ação Católica, o Círculo Operário, corais – um deles recebeu o nome de: Coral misto Maria Imaculada e Luiz Gonzaga e a PSBM – A Voz da Matriz. Era amante das músicas clássicas e gregorianas.
Mais Tarde na
década de 50 fundou a Congregação Mariana. Dirigiu com muito zelo a Pia União
das Filhas de Maria, o Apostolado da Oração, a Confraria do Rosário e outras
Irmandades.
Foi vigário em
Brejões, Barracão, Muritiba e Maragogipe. Aqui ficou à frente do rebanho
maragogipano durante trinta anos.
Professor de
Latim e Francês no Ginásio Simões Filho, hoje Centro Educacional Simões Filho,
fundado pelos políticos Cid Seixas Franga e Prof. Gerson Silva, no início de
1953. Lecionou as mesmas matérias no Colégio Almirante Tamandaré, na Rua
General Pedra (Porto Grande).
O bondoso
Sacerdote pagava mensalidades para alunos e alunas que não possuíam condição
financeira. Era um verdadeiro missionário da carifdade: ajudou a várias
famílias carentes, coisa que só ficamos sabendo depois de sua morte, ocorrida
no dia quatro de maio do ano de 1972, às 6 horas da manhã, na Casa Paroquial,
no Largo da Matriz de São Bartolomeu. Faleceu com 68 anos de idade que apesar
do seu físico avantajado não possía boa saúde. Nenhum padre superou sua bondade
extraordinária.
Fundou no ano
de 1960 a Escola Paroquial de Maragogipe, no Bairro Nossa Senhora das Graças,
na Capela de N. S. das Graças, - capela que ele construiu com a ajuda das
crianças e do povo bom de nossa cidade. Na escala eclesiástica foi Conego e
depois elevado a categoria de Monsenhor Camareiro Secreto do Santo Padre Paulo
VI, no ano de 1964. O fato é que viveu e morreu na mais profunda humildade.
Foi bastante
pranteado por todos que seguiram acompanhando o féretro.
O nosso
saudoso Pastor está sepultado no Cemitério Nossa Senhora da Piedade – Alto da
Comissão, do lado esquerdo de quem entra, próximo ao tumulo do Conego José
Adolfo Cerqueira – filho de Maragogipe.
Maragogipe, 26
de outubro de 20007
Zélia Dias Carneiro
Fundadora da Escola Paroquial de Maragogipe
sexta-feira, 30 de setembro de 2022
Biografia JUVENIL SANTOS DE OLIVEIRA
Biografia JUVENIL SANTOS DE OLIVEIRA
Juvenil Santos de Oliveira nasceu em Maragogipe no dia 9 de setembro
de 1919 filha de André Mato Grosso dos Santos
e de Raquima Moraes Santos. Na infância estudou em Maragogipe com a profª.Adjovita. Aos 14
anos de idade, depois de muita insistência,
e com o apoio da sua mãe foi
estudar em Salvador no Colégio Carneiro Ribeiro, que na época era dirigido por
Dr.Helvécio Carneiro Ribeiro e sua esposa D.Amélia. Residia na rua do
Paraíso em casa de familiares. Mais
tarde trabalhou na então Escola Comercial Feminina mais tarde denominada
Instituto Feminino da Bahia dirigida por D.Henriqueta Catarino. Ai também estudaram duas de suas irmãs: Maria José e Dulce. Juvenil iniciou o ensino médio no
Colégio Estadual da Bahia, hoje
denominado de Colégio Central mas terminou esse ensino médio no Instituto
Normal da Bahia hoje Colégio Estadual Isaias Alves onde se formou professora
primária. Nesse meio tempo conheceu no Colegio Central seu futuro marido Hildérico Pinheiro de Oliveira que também
frequentava a casa onde Juvenil morava
pois era amigo e colega do primo
dela Bartolomeu. Depois de formada Juvenil foi ensinar em São Felipe e
depois numa localidade chamada Bom
Gosto próxima de Maragogipe. Depois de
Hilderico se formar em Engenharia Civil os dois casaram-se em 30 de
dezembro de 1947 na Igreja de Nossa
Senhora Auxiliadora em Nazaré bairro central de Salvador. Em outubro de 1948 nasceu o primeiro filho Paulo Cezar e em outubro
de 1951 nasceu a filha Maria Clara. Nessa época Juvenil começou a ensinar no Ginásio Carneiro Ribeiro , onde trabalhou até 1962 quando a família foi morar no Rio de Janeiro. Lá
ficaram até julho de 1964 quando
retornaram a Salvador mas ela não mais
reassumiu sua posição de
professora no referido ginásio, dedicando-se
à família. No final da década de 1980
Hildérico passou a ser membro do Rotary
Club Salvador Nazaré e como consequência
Juvenil entrou para obra a Casa da
Amizade das Senhoras dos Rotarianos instituição
que presidiu por duas vezes tendo conseguido construir, junto com as
companheiras rotarias, a sede da Casa da Amizade e uma escola
fundamental, que funciona em convênio com a Prefeitura Municipal de
Salvador. Juvenil e Hildérico viveram um longo casamento por 53 anos até o ano
2000 quando Hildérico faleceu. Ela ainda
viveu mais 17 anos vindo a falecer em 13 de janeiro de 2017.
NOTA: Agradecemos à família da Profa. Juvenil pelas informações . Prof. BBTO
sábado, 10 de setembro de 2022
MANDA QUEM PODE E...
Registro aqui mais um caso dos muitos que ainda me lembro contado por meu avô. Comente e compartilhe se gostar para que possamos contar outros.
Leia a seguir:
MANDA QUEM PODE E...
Antes do advento da República em 1889 as vilas e os municípios eram administrados pelos Presidentes do Conselho Municipal e depois pelos Intendentes até 1930 época em que houve nova mudança na política e as cidades interioranas passaram a ser governadas por interventores nomeados pelo governo central em razão das mudanças promovidas pela Revolução de 1930.
No período em que a cidade era governada
pelos intendentes muita se destacaram e outros nem tanto, pois passaram em
branco à frente da comuna uma vez que governavam não para a comunidade, mas sim
para os correligionários. Foi em meio aos intendentes que surgiu um que sem
alto nível de cultura mudou os rumos da política local, pois, sendo pessoa
simples se ligava aos mais necessitados, como se diz hoje, e no seio dessa gente
humilde fez sua liderança.
O político João Primo Guerreiro
notabilizou-se por suas atitudes e conquistou a simpatia do povo o que
desagradava a uma parcela da população que via mais e mais crescer o prestígio
daquele homem. Por exemplo, quando houve o acidente da explosão do navio “2 de
Julho” ele transformou sua residência em enfermaria para atender os feridos;
quando houve o grande incêndio das casas de palhas, no antigo Largo do Dique,
atual Praça Sebastião Pinho, no Cai-já, foi ele quem empreitou a reconstrução
das moradias sinistradas graças ao auxílio dado pelo senhor Sebastião Pinho,
sem esquecer que foi ele quem empreitou o serviço de água canalizada em nossa
cidade e instalou os cinco primeiros chafarizes na cidade. Assim, era o
Guerreiro que angariava a simpatia da maioria da população e isso não agradava
aos seus adversários políticos.
Pois bem, para completar a inveja
dos seus adversários políticos tinha o João Guerreiro, nessa época, o apoio do
Deputado Ubaldino de Assis, da vizinha cidade de Cachoeira, seu conterrâneo,
que lhe emprestada apoio na Câmara alta e junto ao Governo do Estado. Todavia,
seus adversários, por esses cacoetes da política, desde muito tempo,
conseguiram nomear um sargento de polícia como delegado local com o propósito
de, tão somente, perseguir o Intendente João Primo Guerrerio como ainda
perseguir seus seguidores. Basta dizer que a cidade vivia um verdadeiro “Deus
nos acuda” com prisões arbitrárias e perseguições sem fim. Então, cansado de
tantos desatinos causados na cidade, resolveu o Intendende mandar um telegrama
para o Dep. Ubaldino contando seus infortúnios. Conta-se na cidade que o deputado ao tomar conhecimento dos
fatos marcou dia e hora para ao passar por Maragogipe, com destino a sua
Cachoeira, estivessem na velha ponte de madeira o Chefe de Polícia com o seu
destacamento e o seu correligionário João Guerreiro.
No dia aprazado, no horário
marcado atracou na velha ponte o navio da carreira e todos os que estavam presentes
puderam assistir um espetáculo próprio da política interiorana. O deputado
debruçado na cabine de comando do navio gritou a pleno pulmões:
-- Senhor Delegado, respeite o Chefe Político de Maragogipe!
Ao que o Delegado ato contínuo,
respondeu:
--Sim, Senhor!
Em meio à galhofa que fizeram os
presentes o chefe de polícia retirou-se cabisbaixo e o prestigio do velho
Guerreiro mais aumento e noutra coisa não se falou na cidade por muito tempo ao
ponto de passar para o anedotário local.
Como desfecho da situação o Chefe
de polícia pediu demissão do cargo e depois disso a paz passou a reinar na
cidade por um bom espaço de tempo.
A política interiorana sempre foi
assim, dependo das circunstancias: “manda quem pode e obedece quem tem juízo”.
Abílio Ubiratan
SET/2022